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CUIDADO COM SITES QUE PROMETEM CANCELAR SEU TIMESHARE

Demoramos alguns dias para pesquisar e acreditar (!!!), mas realmente há sites com informações inverídicas sobre cancelamento de contratos de timeshare. Segundo investigamos, um deles (que inclusive estava patrocinado no Google na data de hoje) pode estar prometendo cancelamento através de pessoas sem habilitação, aproveitando-se do problema de muitos para arrancar dinheiro sem sequer ter inscrição profissional para interpor processo jurídico administrativo. 
 
Tudo começou com o aviso de 2 de nossos leitores/clientes aqui, que disseram ter recebido a ligação de um homem afirmando ter larga experiência no assunto, oferecendo ajuda para cancelar o contrato de timeshare por preço abaixo do praticado e cobrindo qualquer oferta de honorários que a pessoa já tenha recebido; como se a solução para a angústia dos compradores com débito mensal na sua fatura de cartão de crédito pudesse ser negociada, pudesse ser resolvida por barganha de custos que, ao final, sairá muito mais caro! Caro é ser enganado e seguir sem resolver com segurança jurídica real o cancelamento de seu contrato.
 
No Brasil, podemos afirmar que somos pioneiros e os únicos advogados que atuam com sucesso e visibilidade há quase 6 anos. Não há por aqui qualquer outro blog/site/escritório que tenha representado oficialmente mais de mil pedidos jurídicos junto às empresas de timeshare americanas além do nosso. Caso você caia num texto desses ou numa ligação ativa de captação (o que é vedado pela própria OAB), questione o número da OAB do profissional e peça detalhes sobre os supostos casos resolvidos. Busque depoimentos, investigue quando o site foi criado, procure comentários de usuários reais.
 
Não perca mais dinheiro! Somente aceite ajuda de advogados habilitados, com escritório físico, site ativo e referência de clientes já atendidos.

Nosso único site popup sobre tema é www.meutimeshare.com.br
 


 Por Fernanda Guimarães

Como funciona o cancelamento do contrato de Time-Share?

Impressiona o número de brasileiros que seguem atraídos pela oferta de contratos de Time-Share nos Estados Unidos. Orlando é a capital deles, não sendo possível passear num shopping sem que se passe por propagandas de venda de “tempo compartilhado”. Sabe aqueles quiosques oferecendo ingressos para a Disney ou Universal com 50% de desconto? Milagre? Caridade? Não, né! Para receber o desconto no preço é necessário assistir a uma palestra de no mínimo 90 minutos. 


Se o consumidor conseguir sair com seu ingresso mais barato na mão aos 91 minutos de explicação, sem se interessar pelo produto, ok.


Igualmente, para aqueles que conseguiram entender bem o sistema e têm certeza que irão usar, é possível que não haja arrependimento da compra, em especial se conseguirem realmente utilizar a semana e sistema de trocas de diárias.


Contudo, infelizmente, a realidade hoje é de que centenas e centenas de brasileiros desistem da compra, seja porque foram enganados pelo vendedor na hora da compra com promessas que não serão possíveis de cumprir, seja porque fizeram as contas do valor real do custo e não valerá à pena para sua família, seja porque simplesmente não querem mais ter que pagar mensalmente a parcela e/ou as tarifas de manutenção/administração.


Dos inúmeros relatos de clientes e leitores, temos que são muitas as situação que podem decepcionar o consumidor a ponto de fazê-lo desistir do contrato.



É preciso que se diga aqui que a utilização de táticas incisivas de venda e marketing não pode chegar ao ponto de confundir o consumidor, que deve estar livre e bem informado no momento da compra. Isto significa também que a oferta deve ser clara, completa e absolutamente verdadeira, não sendo legítimo surpreender o consumidor com uma avalanche de propostas para as quais ele não se preparou, não tem domínio da língua e não teve informação antecipada. Inviável também que o consumidor seja submetido a situações estressantes, exaustivas e inadequadamente persuasivas. 


Da mesma forma, os serviços devem ser prestados exatamente da forma que foram ofertados e contratados, inclusive, com os mesmos padrões de qualidade e disponibilidade garantidos. Desrespeitadas quaisquer das condições referidas, o contrato poderá ser anulado ou rescindido, conforme o caso, pelo consumidor prejudicado, que poderá pedir pedir a receber a devolução integral dos valores e até indenização pelos prejuízos materiais e morais que tenha sofrido.


Bom, decidido a desistir, é aqui que começa o maior desafio de paciência e perspicácia jurídica. Qual o passo-a-passo?






1) Reunir a documentação;


2) Procurar auxílio profissional. O Diário de Consumo lamenta muito que tais reclamações não possam ser feitas de forma simples e rápida no PROCON ou mesmo nos Juizados Especiais. Por enquanto, como se trata de contrato assinado fora do Brasil, é necessário buscar um advogado que entenda mesmo do assunto, pois sequer legislação especifica temos sobre o assunto no país;
3) Fazer isso o mais breve possível (ideal dentro do prazo de 10 dias, contados entre o dia da compra e o dia do envio oficial do comunicado);

4) Certificar-se da abertura do “processo administrativo” junto à empresa de Time-Sharing. Sugerimos pedir ao seu advogado uma declaração simples contendo a data do recebimento do pedido, o que pode ser feito inclusive por email;
5) Paciência e ciência de que cada contrato tem suas particularidades, tempo de tramitação para habilitação para o cancelamento e até respostas distintas dependendo de diversos fatores (tais como: data da compra, documentos recebidos ou ainda não entregues, regularidade da situação do notário, existência ou não de registro ou mesmo do encaminhamento para registro da compra, se há suspensão dos pagamentos e há quanto tempo faz, etc).
Podemos afirmar que mesmo quem assinou o contrato de compra na mesma data, pode não receber a carta de cancelamento ao mesmo tempo. Ou pior! Um consumidor poderá ter que esperar meses caso sua situação particular assim o enquadre. É preciso lembrar aqui que estamos falando de um procedimento regrado pelas leis americanas ou mexicanas, e não pelo Código de Defesa do Consumidor Brasileiro (que, nessas horas, vemos o quanto é avançado!). Ainda, há critérios internos da empresa de Time-Sharing que precisarão ser observados e bem compreendidos por você ou por seu advogado.

Leia mais em De Novo o Time-Share! ou Time Sharing de Hotéis ou envie um email para fernanda@guimaraesmartins.com.br com sua dúvida.


Fato é que existe o cancelamento; há o que possa ser feito e nenhum consumidor deve ser obrigado a pagar eternamente por um produto que não utilizará.
Abaixo, o modelo de carta mais esperado por todos que optam por cancelar o contrato:
nome cliente e escritório correspondente preservados por questões de privacidade


Para obter este verdadeiro “troféu”, o mais importante é agilidade e encaminhamento correto do pedido, com a devida argumentação e dados necessários.

Por Fernanda Guimarães

De novo o Timeshare! Por que tantos brasileiros compram e desistem deste contrato?

É fato que nosso post Time Sharing de Hotéis é um bom negócio? continua rendendo muitos comentários e a discussão já está em grupos do Facebook, tomando uma dimensão realmente expressiva. Diariamente, recebemos mais de 15 pedidos de envio de nossa carta-modelo de cancelamento. Mas por que tantos brasileiros insistem em comprar o chamado “tempo compartilhado” e depois se arrependem?
 

De toda esta história, o que considero mais importante é que a o consumidor compre, qualquer coisa que seja, ciente do que realmente está pagando. É aqui que mora a confusão. E, para piorar, a trilha daqueles que querem se livrar do contrato assinado não termina com o simples envio do pedido escrito. Leia agora tudo que você precisa saber.

 
1 – FORMA DE CAPTAÇÃO – ENTENDA O
QUE É TIMESHARE

Sabe aquelas ofertas de diárias de hotel com 40% desconto “se clicar aqui” (marcar a opção “aceitar as condições”)? Então, a chance é imensa de se tratar de uma iminente oferta de timeshare. 

 
De regra, as empresas costumam impor algumas condições para o “descontão”, entre elas idade mínima, estado civil e a obrigatoriedade de participação em uma “apresentação sobre o empreendimento”. 
 
O consumidor, querendo por óbvio economizar, aceita e então é submetido a pelo menos 90 minutos de explicações e argumentações sobre as vantagens de se comprar ali mesmo uma das “semanas promocionais de diárias”.
 
Nada contra, pois as técnicas de venda estão aí para serem usadas. O que não pode nesse momento é haver informações incorretas ou sem a clareza que exige o Código de Defesa do Consumidor.
 
E esse “título de uso do hotel” é vendido como se a pessoa estivesse adquirindo um pacote de diárias, alguns até com validade para o mundo todo. Os cálculos rápidos feitos na frente do consumidor tentam demonstrar que o preço parcelado em vários meses (que pode até ser pago no cartão de crédito) é muito vantajoso se comparado ao preço “de balcão” dessas diárias de hotel. 
Ocorre que a natureza jurídica deste tipo de contrato, de regra, é outra. O consumidor, na verdade, pode estar adquirindo parte de um empreendimento, tornando-se “sócio” de um hotel. Neste caso, é como se cada apartamento do hotel fosse vendido para 52 pessoas que teriam 7 dias de uso por ano, cada uma, para aproveitar o hotel. Deste “direito de propriedade” podem decorrer também várias obrigações, como dívidas trabalhistas, previdenciárias, tributárias, ambientais e de responsabilidade civil, que podem ser impostas ao empreendimento em caso de alguma irregularidade. Agora imagina ser surpreendido com uma dívida assim nos Estados Unidos, país onde há tradição jurídica de permitir indenizações milionárias? Até implicações em caso de falência existem conforme bem explica esta publicação já traduzida.
Para agravar ainda mais a situação, em vários casos que o Diário de Consumo teve acesso, há um contrato paralelo de administração, firmado entre a empresa que vende o timeshare com quem adquire este apartamento, no qual esta ficará eternamente recebendo para cuidar da manutenção do hotel. Por isso a existência da chamada “tarifa de manutenção anual”. 
Bem ciente de tudo isso, somente agora cogite avaliar a possibiidade de compra deste produto. Certifique-se do “tipo de timeshare” que está adquirindo. E pelas mesmas razões, informe-se sobre a solidez da empresa vendedora e se o imóvel eventualmente adquirido está livre de quaisquer dívidas (ou se há isenção desta responsabilidade por escrito).
2 – COMPREI E QUERO CANCELAR
 
No contrato que você
assinou há uma cláusula que explica a forma de cancelamento. Siga exatamente. De regra, é preciso comunicar por escrito a vontade de desistir da compra, preferencialmente através do envio de uma carta declarando a intenção de cancelar e o número do contrato. Este documento deve ser enviado com registro e rastreamento o mais breve possível. Do Brasil, envie com AR (Aviso de Recebimento). Se ainda estiver nos EUA, caso se recusem a receber pessoalmente (as empresas mal-intencionadas têm feito isso para dificultar ainda mais ao consumidor), você deve ir até o US Postal Service e pedir o envio por Priority Mail Express with
Delivery Signature Record. Caso precise mais detalhes sobre isso, deixe um comentário com seu email e nos retorne com seus dados após receber nosso contato. Faça uma cópia do conteúdo e guarde o protocolo de envio. Lembre de especificar no campo “objeto” do AR ou do EMS: “pedido de cancelamento do contrato n. XXXX”.
 
A legislação americana prevê um prazo de 10 dias após a assinatura efetiva do contrato para envio desta carta. No Brasil, o prazo é de 7 dias para compras realizadas fora do estabelecimento. Vale o que beneficiar o consumidor, pelo princípio da hipossuficiência. Ainda, mesmo que a carta de cancelamento seja entregue ao destinatário após o prazo de 10 dias, contratualmente o que vale é a data do envio.

Opte pela devolução do valor pago através do próprio cartão de crédito dado para pagamento. Mantenha o número dele, mesmo que resolva não utilizar mais esse cartão. 

 
3 – O QUE ACONTECE AO PARAR DE PAGAR?
 
O consumidor que sustar os pagamentos receberá cartas de cobrança e algumas ligações de empresas terceirizadas na tentativa de fazê-los voltar ao negócio. A própria administradora do timeshare poderá fazer contato e oferecer um downgrade (uma semana mais barata ou noutro hotel mais em conta).
 
Esqueça a hipótese de ser “barrado” da Receita Federal brasileira. Isso não existe nem para quem deve milhões comprovadamente. Autoridades federais preocupam-se com mandados de prisão e suspeitos de crimes na esfera penal. Não há prisão civil no Brasil por dívidas desta natureza.
 
Contudo, há previsão de prisão por dívidas nos Estados Unidos e, dependendo do valor de seu contrato, isso pode ser considerado uma forma de delito. A pergunta que eu mais ouço aqui é: “posso ser barrado ao ingressar de viagem de férias nos EUA por causa dessa dívida de timeshare?”. E a minha sincera resposta eu tenho certeza que você não vai gostar de ler: “Teoricamente, sim. Na remota hipótese do seu caso ser levado para Corte americana pela administradora do seu contrato de timeshare e haja decisão desfavorável, etc e etc”. Ou seja, não há o porquê de deixar isso acontecer, bastando para isso tomar as medidas preventivas corretas.
 
O link do EHow trazido por um de nossos leitores é bem elucidativo sobre o tema, informando claramente o perfil atual da legislação americana. Em suma, nos Estados Unidos não há cadastro negativo (tipo SERASA e SPC). Evidente que todos são responsáveis pelas suas dívidas, mas como não há implicações graves o não pagamento de suas parcelas no timeshare, dependendo do valor, repito. O máximo que poderá ocorrer, se você for também cidadão americano ou pretender manter negócios fixos lá (por óbvio, para ter um registro é necessário alguma relação no país, como no caso do CPF no Brasil), é a “informação de não pagamento” constar em seu histórico por até 7 anos. Histórico financeiro esse que não é relevante para o departamento de imigração para quem tem visto de turismo, mas bastante usado caso você pretenda no futuro passar mais tempo nos Estados Unidos mesmo que apenas estudando, por exemplo.
 
Ainda, há implicações aqui no Brasil, em especial para aqueles que optaram pelo pagamento com cartão de crédito. O fato é que você assinou um contrato de compra imobiliária, cheio de registros e trâmites, devendo ser rescindido/resolvido então de forma similar. Você realmente precisará de um documento formal que comprove sua intenção de cancelar até mesmo para informar à administradora de seu cartão de crédito. Não dá apenas para “sustar” o débito na fatura de forma irresponsável e inconsequente.
 

Portanto, a solução é você apresentar por escrito seu pedido de contestação/cancelamento. Essa é a única forma de registrar que não se trata de inadimplência, mas sim de cancelamento da compra. Recomendamos que busque no Brasil um advogado realmente com experiência no assunto (pois pode ser complicado e requer tratativas internacionais) e que seja de sua confiança. Nos escritórios que têm volume significativo de processos administrativos de cancelamento de Timeshare, o custo dos honorários não é elevado e certamente compensará sua tranquilidade. 

 
4 – O QUE EU FAÇO ENTÃO? NOSSO PASSO-A-PASSO
 
1) Reunir a documentação;
2) Procurar auxílio profissional. O Diário de Consumo lamenta muito que tais reclamações não possam ser feitas de forma simples e rápida no PROCON ou mesmo nos Juizados Especiais. Por enquanto, como se trata de contrato assinado fora do Brasil, é necessário buscar um advogado que entenda mesmo do assunto, pois sequer legislação especifica temos sobre o assunto no país;
3) Fazer isso o mais breve possível (ideal dentro do prazo de 10 dias, contados entre o dia da compra e o dia do envio oficial do comunicado);
 
4) Certificar-se da abertura do “processo administrativo” junto à empresa de Time-Sharing. Sugerimos pedir ao seu advogado uma declaração simples contendo a data do recebimento do pedido, o que pode ser feito inclusive por email;
5) Paciência e ciência de que cada contrato tem suas particularidades, tempo de tramitação para habilitação para o cancelamento e até respostas distintas dependendo de diversos fatores (tais como: data da compra, documentos recebidos ou ainda não entregues, regularidade da situação do notário, existência ou não de registro ou mesmo do encaminhamento para registro da compra, se há suspensão dos pagamentos e há quanto tempo faz, etc).
 
Siga nosso passo-a-passo e consiga solução para seu Timeshare.    
Por Fernanda Guimarães

(acrescido em 15/06/2015:)


Prezados,


Seguimos não publicando todos os comentários que contenham dados pessoais, como endereço de email, somente devido aos mecanismos de spam que buscam tais dados na internet.


Assim, informo que TODOS SERÃO RESPONDIDOS diretamente.


Se preferirem, enviem dúvidas diretas pelo link:


www.meutimeshare.com.br


Abraço!


Equipe Diário de Consumo