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Como Reduzir Gastos – Décimo Passo: VESTUÁRIO

O
vestuário é, para algumas pessoas, um poço sem fundo nas despesas. Mas é
possível economizar na sua roupa,
principalmente quando se está com problemas financeiros e tem de decidir onde
fazer os cortes. Com um pouco de planejamento, é possível encontrar bons
negócios e boas peças de roupa para enfrentar os dias difíceis que aí vêm.
Basta que elimine as compras compulsivas e procure os locais e alturas certas
para as compras.
Muitas
vezes nem sequer se precisa comprometer a qualidade do vestuário. Não
é apenas no supermercado que tem gente substituindo o que está caro pelo mais
em conta. Quando o assunto é roupa, também dá para substituir. De acordo
com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o vestuário representa 6,81% dos gastos
das famílias e teve um aumento de 4,56% nos últimos 12 meses. Blusas femininas
ficaram 12,91% mais caras. Vestidos e saias subiram 14,27%.
Outro
estudo, realizado pela TNS InterScience, apontou que a distribuição de gastos
da classe média alta, com renda média familiar de R$ 8,3 mil, é bem diferente
das populares. Enquanto as classes menos privilegiadas gastam 32% dos seus
rendimentos com moradia, a média alta gasta 11%, menos do que com vestuário
(13%) ou lazer (12%).
Como
o peso dos gastos com moradia e alimentação é menor, a distribuição é mais
equilibrada, ou seja gastam mais com vestuário, lazer, educação e viagens”
diz a especialista.
Falando diretamente
para as mulheres, o que difere as mulheres dos homens nesse aspecto é que pra a
variedade sem fim de roupas de todos os estilos, cores e preços, e a quase
necessidade de ter uma novidade no guarda-roupa, ou uma roupa mais diferenciada
pra uma ocasião especial. O pecado é não pesquisar preços e agir por
impulsividade. Seria interessante dar uma olhada nas outras lojas em blusas
similares, às vezes até iguais, para comparar os preços e comprar, obviamente,
na loja em que a qualidade for igual, mas com um preço menor.

Outra dica antiga,
mas que é muito válida na hora de economizar com vestuário, é aproveitar as
trocas de estação. Roupas mais básicas que não saem de moda podem custar muito
menos quando compradas nas liquidações de troca de estação. Os descontos
realmente são grandes, podendo variar de 30% a 80% em média. Dessa forma, você
sempre terá uma roupa legal pagando muito menos por ela.
Aqui ficam agumas
dicas da Dra. Fernanda Guimarães para cuidar do seu bolso sem sair da moda:
1 – Rodízio de roupas? Parece estranho e fora de
moda, mas a verdade é que a moda é um ciclo. O que está na moda hoje,
provavelmente estará na moda dentro de alguns anos. Guarde suas roupas, mesmo
aquelas que você julga estar fora da moda, pois no próximo ano elas poderão ser
a nova tendência de consumo. Lembre-se também que para andar na moda não
precisa gastar sempre. Com um pouco de criatividade é possível ser elegante e
de bolso cheio.

2 – Alguém já lhe parou na rua e pediu para analisar a sua pulseira ou a sua
corrente para saber se realmente era de ouro? Então, umas bijuterias às vezes
causam o mesmo efeito de uma jóia cara, com um custo bem mais barato.

3 – Criticar a quantidade de calçados de uma mulher é como tentar criticar os
gastos de um homem com bebidas. Coisas que não se justificam. Em geral as mulheres
costumam ter pares variados de sapatos, prontos para combinar com qualquer
bolsa ou vestido elegante. Será que conseguimos repetir de sapato às vezes?
Realmente é necessário utilizar um par de sapatos novo em cada ocasião
especial? Se este não é o seu caso, que bom, continue assim, mas para uma
grande quantidade de mulheres o prazer de comprar um sapato novo é
indescritível.

4 – Vender roupas usadas … Passou pela sua cabeça? E pode ser até pela
internet! Esse mercado existe e paga preços razoáveis, principalmente se a
roupa for de alguma grife. Considere e hipótese não só de vender, mas também de
fazer um bom negócio comprando peças semi-novas. Os sites de leilões virtuais
são ótimos para isso.


5 – Comprar
só quando realmente se precisa é quase impossível, mas é o fator que faria a
maior diferença no seu orçamento. A verdade é que a maior parte das pessoas não
compra roupa quando precisa, mas antes por outros fatores. Pode ser por
diversão, por aborrecimento, etc. Não faça isso! Compre roupa apenas quando
precisa de trocar alguma peça que já não possa utilizar.
6-
Promoções são ótimas, se você esperou por elas. Se realmente aguardou para
comprar aquela peça que era uma necessidade por um preço melhor. Por que estas
também podem ser um grande vilão no orçamento, quando a mágica do desconto lhe
faz comprar mais peças do que necessitava, itens que não eram prioridades ou gasta
valores que não estavam em seu planejamento para o orçamento do mês.
Por Gabriela Maslinkiewicz

Como Reduzir Gastos – Oitavo Passo: SERVIÇOS PESSOAIS

Manter uma boa aparência não é tarefa fácil nem barata. Muitas mulheres chegam a gastar metade de sua renda indo a clínicas de estética, manicure, pedicure, depilação, cabeleireiro, academia. De acordo com o IBGE, os gastos com cabeleireiro e manicure ficam com 0,8% de uma renda familiar, superando até os gastos com educação (0,6%).

Os brasileiros são famosos pela vaidade. Nos últimos 3 anos, o mercado da beleza movimentou cerca de R$ 25 milhões, sendo que 24% deste faturamento está diretamente ligado aos cuidados com os cabelos. Também vale lembrar que o Brasil é o terceiro maior consumidor de produtos de higiene e beleza do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e Japão.

Outro exemplo de gasto com estética é a academia. Praticar esportes e exercitar o corpo é essencial à saúde, porém, para manter o equilíbrio do corpo e do bolso, é essencial saber avaliar os pacotes de atividades oferecidos pelas academias e o custo real de cada uma delas, evitando uma decisão impulsiva. Independentemente da análise das atividades a serem escolhidas, é essencial buscar alternativas antes de optar por uma academia. Nem sempre a mais famosa oferece as melhores opções de pacotes e aulas para o seu perfil e as diferenças de mensalidades de um local para outro de mesma qualidade podem ser surpreendentes.
Quando a mulher faz as contas do que gasta em moda e beleza, muitas vezes percebe que pequenos detalhes acabam sendo os maiores motivos do rombo no orçamento no final de mês. Para arrumar isso, ela deve fazer uma análise do que pode ser eliminado, substituído ou reduzido. 
Para isso siga algumas dicas da advogada Fernanda Guimarães para ficar bonita sem espremer o orçamento de casa.
1 – Bronzeamento artificial? Alem de ser prejudicial à saúde, dói no bolso. Onde você mora não tem sol? Clube? Praia? Piscina? Casa de amigo? Laje? Procure o seu lugar ao sol e não pague por ele.

2 – Ir ao salão para rever as amigas e conversar tudo bem, mas para fazer as unhas em momentos de crise financeiras não é uma boa escolha. Essa é a hora de apertar o cinto, chamar a amiga que sabe fazer as unhas e convidá-la para uma visita em sua casa. Às vezes, a qualidade do trabalho não fica igual ao resultado obtido em salão de beleza, mas a economia alcançada pode ser significativa no final do mês. Não abre “mão da mão”? Ao menos reduza o número de vezes do serviço de manicure por mês. R$ 15,00 reais a menos por mês, em 5 anos, dá mais de 1 mil reais se deixados na cadernete de poupança (uma aplicação considerada ruim)!

3 – Se mesmo assim não conseguir resistir e decidir ir ao salão toda semana, feche pacotes de serviços. Certamente será melhor para o salão baixar os preços e manter você como cliente do que ficar sem sua visita. A opção vale à pena para ambos os lados, pode acreditar. 

4 – Cosméticos de qualidade estão cada vez mais acessíveis, se você é uma viciada por marcas ou acha que seu cabelo não agüenta tinturas de farmácia ou shampoos populares, basta procurar na internet outlets e lojas especializadas. É possível manter a qualidade do produto sem depender da mão do cabeleireiro. Ou o mais importante: pagando menos por eles! Tente a Sacks e a Strawberry.

5 – Na academia, vamos confessar que a maioria das pessoas não tem tempo para freqüentar todas as aulas “inclusas” no pacote escolhido. Uma opção é apostar em pacotes básicos e freqüentar de forma experimental algumas opções de aula antes de efetuar a matrícula.
6 – Outro ponto importante é lembrar que um contrato semestral ou anual de academia, apesar das vantagens econnômicas, pode acabar se transformando em peso morto no orçamento. Se vc é disciplinada ou já tem o hábito de ir à academia, opte pelos contratos mais longos, cujo valor fica reduzido. Ainda vai testar ou pode ser empolgação de início de “projeto verão”? Comece com no máximo 3 meses de contrato.

Por Gabriela Maslinkiewicz