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Cartão de Crédito: mocinho ou bandido?

Comprar parcelado é mania de brasileiro. E, segundo pesquisa encomendada por uma bandeira de cartões, as mulheres resistem menos àquelas ofertas em-doze-vezes-sem-juros. Se a prestação cabe no bolso, não importa que a soma delas supere duas vezes o valor do produto? Os juros têm um efeito semelhante às drogas. Quem percebe que não vai conseguir pagar suas dívidas, logo faz outro empréstimo ou faz mais compras parceladas, como se adiar o pagamento quitasse a prestação. Ao receber as contas do mês, também não vai adiantar simplesmente jogá-las no lixo e dormir como se nada tivesse acontecido. Esqueça o esquecimento como saída das dívidas. É preciso conhecer cada um dos débitos para renegociá-los bem e em valores que realmente caibam no orçamento, não comprometendo mais que 20% dos seus ganhos.
Quanto ao cartão de crédito, discordo de quem o considera apenas um bandido. Ele é uma navalha: um instrumento fantástico quando usado de forma correta e uma forca se utilizado como empréstimo pessoal. Não é ótimo comprar um produto pelo preço à vista e pagar somente daqui a 30 dias? Por aproveitar esta vantagem, nenhum economista o condenará. Mas é equívoco não quitar a fatura no vencimento, pagar aquele valor mínimo e entrar no crédito rotativo. Se for para adquirir empréstimo, por que fazer isso com os juros mais altos do mercado? Na ponta do lápis, é mais vantajoso entrar no cheque especial para pagar o cartão, de tão elevados que são os juros deste último. Voltando aos americanos, como bem disse o presidente Thomas Jefferson: “Jamais gaste seu dinheiro antes de tê-lo.” Assim, a solução para o dilema é somente utilizar o cartão de crédito se tiver certeza de que poderá pagar o total da fatura na data do vencimento.
Objetivamente, há certos hábitos que contribuem para nossa incapacidade de economizar, os quais precisam ser substituídos por uma repetição salutar de escolhas. Quando economizamos, precisamos saber não apenas porque, mas também para que o estamos fazendo. Habituar-se a viver bem com as finanças é fácil. Supere-se repetindo somente o que já deu certo para você.
Por Fernanda Guimarães

Brasileiros gastam 22% de sua renda para cobrir dívidas

A ampliação da acessibilidade ao crédito, que marcou o governo Lula e ajudou na ascensão da classe C no mercado, começa a exibir seu lado negativo. Segundo dados do Banco Central (BC), o comprometimento da renda do brasileiro com o pagamento de dívidas aumentou 6,9% entre 2003 e 2010. De acordo com o BC, em janeiro de 2003, o brasileiro precisava destinar 14,6% do seu ganho familiar mensal para a quitação de débitos. Oito anos depois, em dezembro de 2010, esse percentual havia passado para 21,4%.

Essas informações levam em consideração apenas as dívidas dos consumidores com os bancos, aquelas com crédito pessoal, com consignado (com desconto em folha de pagamento), com financiamento de veículos e com crédito habitacional. Como não estando incluídas as pendências com cheque especial e cartão de crédito, que embutem taxas de juros superiores a 10% ao mês e costumam fazer os maiores estragos no orçamento, estima-se que o real comprometimento do consumidor brasileiro com dívidas seja bem maior que os 22% apontados pela pesquisa.

Até porque, no geral, a maior parte das dívidas assumidas pelos consumidores é feita por meio do cartão de crédito. Somente em São Paulo, esta forma de financiamento é responsável por 70,3% do endividamento. Em seguida, aparecem os carnês (28,3%), o crédito pessoal (12,6%), o cheque especial (8,7%) e o financiamento de carro (7,9%). Os dados também mostram que do total de famílias endividadas, quase 50% têm pagamentos atrasados há mais de 90 dias e 26,8% estão com as contas atrasadas em até 30 dias.

A estabilidade da economia e a oferta abundante de crédito nos últimos anos levou o brasileiro a experimentar um pouco o estilo de vida de consumidores de Primeiro Mundo. Nos EUA, segundo o Federal Reserve (o banco central americano), as dívidas comem 17% da renda. É menos do que no Brasil, mas é preciso considerar a diferença de renda entre os trabalhadores dos dois países. Enquanto nos EUA a média chega a US$ 4,4 mil por mês, no Brasil o valor é de cerca de R$ 1,5 mil (US$ 882).

Para o futuro, a perspectiva é de que o crédito fique menos abundante e mais caro, o que virá a diminuir o aumento do endividamento. Em contrapartida, isso poderá significar que a capacidade de pagamento de dívidas piore com o acesso restrito ao crédito.

Por Mauro Gomes

Novo Colunista no Blog: Fly e sua “Dança das Finanças”

Vagner Meneses Pereira. Esse é o nome do educador financeiro e nosso novo colunista do Diário de Consumo. Até aí estaria tudo normal, se não fosse a revelação de que esse Vagner é o Fly, o coreógrafo da Xuxa e do Caldeirão do Huck. Ele conta que começou dando conselhos a amigos, e a procura foi tão grande, que criou o “Flynveste”, um email gratuito com dicas de finanças, que é enviado diariamente para dezenas de pessoas. E então não parou mais. Ele também dá cursos, aulas e palestras sobre o assunto.

A pergunta, presente no próprio release dele, é: “O que um coreógrafo está fazendo no ramo de investimentos?” E a resposta ele mesmo explica: “Eu estava na faculdade de marketing e em uma ótima fase profissional, mas estava gastando mais do que deveria e acabei ficando com algumas dívidas. Existia uma matéria na faculdade chamada ‘Finanças e Marketing’ que era muito complicada e com uma linguagem difícil, mas o professor sabia muito sobre o assunto. Acabei pedindo ajuda para os meus problemas financeiros pessoais e ele me deu o cartão dele. Se meu problema era justamente estar sem dinheiro, eu não podia pagar a consulta dele, por isso, resolvi correr atrás sozinho”. Após isso, Fly se formou em Marketing e há 10 anos se especializa na área financeira.


O objetivo de Fly é que a pessoa saiba como estar preparado para o mercado financeiro, sabendo assim como lidar com seu dinheiro. Com isso, ele orienta as pessoas a começarem a pensar no investimento a longo prazo, o principal foco de seu ensino. Para o educador, é apenas dessa forma que se pode fazer o dinheiro aumentar de forma significativa.
       
Mas se você pensa que vai ler aqui textos cheios de formalidades,  como siglas difíceis e cara-de-terno-e-gravata, engana-se. Fly ensina tudo de maneira rápida, prática, simples e com muito alto astral, sua maior característica. Isso tudo, para mostrar que um coreógrafo pode sim fazer parte do ramo dos negócios, do investimento, do dinheiro. Porque ele, melhor do que ninguém, pode fazer uma “coreografia” para aumentar a renda e não deixar ninguém dançar diante de algum problema financeiro. Quem quiser saber mais sobre o Fly e sua educação financeira, pode acessar seu Site e o blog. 


Alguma dúvida de que esta tem tudo para ser uma das colunas mais lidas deste blog? Basta dizer que nas suas requisitadas e sempre lotadas palestras, um dos primeiros conselhos para quem está endividado é “parar de pagar as contas imediatamente”, tornando assim possível traçar metas e prioridades. Solucionar as dívidas dizendo simplesmente que é necessário não gastar mais do que se ganha, que devemos viver em regime de guerra no orçamento e ainda que o coitado do devedor precisa urgente arrumar renda extra, como muitos economistas insistem em falar, é muito fácil. Louvável é ter vencido pessoalmente o problema através da busca pela informação correta e ainda conseguir multiplicar este conhecimento de forma efetiva e empolgante. É claro que é este o educador financeiro de que o Diário de Consumo (e você) precisa. 

Por Fernanda Guimarães

Conheça seu Cartão de Crédito

Cartão de crédito. Sim, mais uma vez ele. E por quê? Porque provavelmente você tem pelo menos um na sua carteira, já que, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o número de cartões de crédito aumentou em 414% de dez anos atrás para cá.

Esses dados, embora digam com percentuais extremamente elevados, não surpreendem ninguém, já que as facilidades e as utilidades que esses pedacinhos de plástico com chips oferecem são realmente tentadoras: parcelamento de compras em inúmeras vezes sem juros, compras que viram pontos que podem ser trocados por vantagens como passagens aéreas, descontos especiais por realizar a compra com o cartão da loja. Só que esses e muitos outros estimulantes acabam por criar a fantasia de que isso realmente se trata da oitava maravilha do mundo. Contudo, o seu uso indevido e desatento pode transformar o cartão de crédito no pior vilão da nossa sociedade de consumo.

As taxas de juros cobradas pelas administradoras de cartões no caso de atraso ou de utilização de serviços como pagamento de contas e saques são as mais elevadas do mercado – no que se referem aos juros, estes normalmente estão em percentuais acima de 10% ao mês.  

Por isso, para que você possa aproveitar, sem medo de estar criando um monstro, essa que é a modalidade de pagamento mais utilizada hoje em dia, seguem abaixo algumas dicas:

  • Existem convencionalmente 05 modalidades de cartões de crédito, normalmente divididas em função da renda do cliente e da freqüência com que o cartão é utilizado: nacional, internacional, gold, platinum e black/infinit. O melhor é sempre avaliar com honestidade em que tipo você realmente se enquadra, pois não só os limites oferecidos para as compras variam bastante de uma modalidade para outra, mas também as taxas e os encargos cobrados mudam bastante.

  • Quanto ao limite oferecido, normalmente as administradoras de cartão de crédito liberam valores que representam até 80% da renda mensal do consumidor. ATENÇÃO: se você não tem autocontrole suficiente para saber lidar com um limite que represente tal percentual de sua renda, não aceite o valor máximo que a bandeira pode lhe liberar, já que o mais recomendado é que você comprometa, com esse tipo de compromisso, até 30% da sua renda mensal.
  • Evite utilizar o cartão de crédito para saque e para pagamento de contas, pois para esses tipos de serviços altos encargos são cobrados – normalmente os bancos, para realizar o pagamento de contas através do cartão, cobram 1,99% do valor do título pela prestação de serviço.

  • Sempre tente negociar o valor da tarifa de anuidade, ainda mais se o cartão de crédito for do banco em que você tiver conta: conversar com o seu gerente é sempre uma boa alternativa.

E, aproveitando para já me despedir de vocês, deixo aqui uma das principais dicas do nosso papo de hoje: se lhe enviarem um cartão de crédito sem que você o tenha solicitado, envie-o de volta, quebrado, ao banco, através de carta com AR (Aviso de Recebimento), especificando no campo indicado o conteúdo da correspondência, e registre uma reclamação no setor de atendimento ao público do Banco Central.


Por Marcela Savonitti

2010 no Azul

O “2010 no Azul” foi um projeto do Grupo Bandeirantes, coordenado por Fernanda Guimarães, que ofereceu a duas famílias gaúchas a possibilidade de tirar o orçamento do vermelho e entrar 2010 no azul. Com o objetivo de reorganizar a situação financeira delas, o projeto envolveu os veículos Band TV, as rádios Band AM 640, BandNews FM 99,3 e o site da Band RS.

As famílias foram escolhidas entre 487 inscritas, das quais 82 foram entrevistadas dentro do período de 1 mês, chegando finalmente às duas famílias selecionadas. Estas famílias foram assistidas mensalmente, a partir de junho de 2009, pela advogada Fernanda Guimarães e sua equipe que indicaram onde podem ser feitos os cortes nos gastos, quais as despesas podem ser readequadas ou trocadas por outras menores, estabelecendo um objetivo para março de 2010. E quando o objetivo foi atingido, as famílias ganharam um notebook cada.

Durante todo o período da consultoria, os veículos fizeram reportagens mensais para acompanhar os avanços e conquistas do dia a dia das famílias, bem como entrevistas com a Advogada Fernanda Guimarães. O projeto foi um enorme sucesso, modificando a vida financeira das duas famílias eleitas e também dos ouvintes e telespectadores que acompanharam as dicas e depoimentos.

Você pode ter acesso aos materiais de áudio e vídeo no site da Band RS, e a partir de agora acompanhar pelo blog o passo a passo de como mudar sua vida financeira



Por Gabriela Maslinkiewicz

O que há na palavra endividado?

Certa vez li numa coluna dessas revistas femininas que a gramatical seqüência de letras de uma palavra representa muito mais do que simplesmente os sons de sua pronúncia. E não estavam falando de numerologia, mas do significado energético que a utilização de cada uma delas nos impõe. Então, nesta seara, será que as dívidas continuariam nos preocupando demasiadamente se parássemos de falar tanto nelas? A palavra liquidação escrita em uma vitrine não nos passa mais sensações do que somente a sua definição dada pelo dicionário?


Uma palavra confere também o nosso nome e define uma condição de vida, como o fatídico adjetivo endividado. “Estou cheio de dívidas” – adianta repetir isto aos quatro ventos? As contas desaparecem com lágrimas e noites sem dormir? A resposta, obvia, é não. Definitivamente, nem gritos e nem tristeza pagam dívidas.

E mais: também não se resolvem dívidas com descaso e anulação. Ao receber as contas do mês, portanto, não vai adiantar simplesmente jogá-las no lixo e dormir como se nada tivesse acontecido. Esqueça o esquecimento como saída das dívidas. É preciso conhecer cada um dos débitos para renegociá-los bem e em valores que realmente caibam no orçamento, não comprometendo mais que 20% dos seus ganhos. Como fazer isto? Entrando numa dieta financeira, que posso adiantar é bem melhor e mais gratificante do que ficar sem comer chocolate.

Com uma organização do orçamento doméstico, técnicas práticas de educação financeira e, principalmente, conhecendo seus direitos como consumidor e cliente bancário, é possível sim reverter saldos devedores, argumentar descontos e equilibrar permanentemente suas contas. Tenha certeza, o poder da informação faz muita diferença no seu bolso. Acredite e se muna de palavras com vibração positiva. Você não está endividado, mas sim em um processo de reestruturação que lhe trará muito conhecimento do mercado e de si. Aquilo que se deixa sair sob a forma de palavras volta sob a forma de experiências.

O fato é que os pensamentos têm a capacidade de criar e podem literalmente moldar uma vida. Todos nós ouvimos com bastante freqüência a frase: “Não faça aos outros o que não quer que lhe façam“. Mais que uma maneira de criar culpa, seu verdadeiro sentido é que, aquilo que você deixa sair, acaba voltando.


Por Fernanda Guimarães Martins