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Como Reduzir Gastos – Décimo Primeiro Passo: Taxas e Tarifas

Nos últimos dez anos, a participação das
tarifas administradas nos gastos familiares subiu de 14,9% para 20,3% do total.
A informação foi divulgada ontem pelo Dieese (Departamento Intersindical de
Estudos Estatísticos e Sócios-Econômicos).
Os preços administrados são aqueles
controlados pelo governo, como combustível, eletricidade, telefonia e
transporte, entre outros. Para realizar esse cálculo, a economista só
considerou os dados a partir de agosto de 94 para excluir possíveis distorções
causadas pela troca de moeda no ano, de cruzeiros reais para reais.
Os reajustes de muitas tarifas
administradas, no entanto, estão previstos por contrato. No caso de telefonia e
energia, por exemplo, que ainda serão reajustados, a correção é feita com base
no IGP (Índice Geral de Preços), que pesquisa preços no atacado e, por isso,
sofre mais pressão em momentos de alta do dólar.
Como são reajustadas anualmente com base na taxa do ano anterior, as
tarifas “carregam” a inflação antiga para o presente, apontam
especialistas. Mesmo assim, para alguns economistas a renegociação de contratos
não é uma boa idéia, já que poderia desestimular investimentos.
As tarifas bancárias, em sua maioria, são
regulamentadas pelo Banco Central. Entretanto, alguns bancos ainda fazem
cobranças indevidas como se fosse uma dívida nossa com o banco. Outro absurdo,
é que muitas vezes são cobradas taxas por um simples serviço de impressão de
saldos bancários. 

Por isso, é importante ficar atento e se previna através das
recomendações da Dra. Fernanda Guimarães abaixo:
1 – Tarifa bancária oscila muito de banco para
banco. Some tudo que você paga por ano em um banco (tarifa de manutenção de
conta, extratos, tarifa de renovação de cadastro, tarifa de excesso de folhas
de talão de cheque) e pesquise em outros bancos. O banco jamais vai lhe ligar
oferecendo menores tarifas. Você é quem tem que questioná-lo sobre a
possibilidade de redução de seus encargos.

2 – Previdência privada é oferecida pelos bancos em geral. Analise bem antes de
decidir a sua aplicação. Considere a taxa de administração cobrada pela
Instituição Financeira bem como os riscos e a carteira onde os seus recursos
poderão ser aplicados. Lembre-se que previdência é um investimento para longo
prazo, podendo trazer perdas financeiras significativas para resgates feitos em
um curto prazo devido alta carga tributária.


3 – Fique fora da venda casada. Esse negócio
de atrelar o financiamento à casa própria ao cartão de crédito ou o seguro do
carro ao cheque especial é uma roubada.  Venda casada não é bom negócio
nem quando você compra um cachorro quente na barraca da esquina do serviço e
ganha um suco.  No banco então, é sinal de mais taxas. Essa mania dos
bancos é considera prática abusiva.

4 – Veja se o pacote que você tem na sua
conta está de acordo com os seus hábitos. Tem gente que tem pacote ilimitado e
quase nem usa os serviços. Outros tiram vários extratos por semana sem saber
que o banco só permite um, daí pagam um monte de taxas além do pacote básico.
Descubra na agência qual é o pacote mais apropriado para você.

5 – Faça sempre um comparativo entre as
taxas cobradas pelo banco onde você possui conta e por outros bancos. No site
da FEBRABAN você poderá encontrar boa parte das tarifas cobradas pelos principais bancos do
país.

Por Gabriela Maslinkiewicz

Bancos cobram Taxas ou Tarifas?

Antes de começar a falar sobre cada uma das 6 cobranças ilegais que, infelizmente, continuam sendo feitas na grande maioria dos contratos de financiamento de veículos, vou satisfazer uma dúvida recente de um leitor. Na prática, não fará diferença no bolso saber se o que está sendo cobrado ilegalmente é taxa ou tarifa. Mas será mais um argumento na hora de exigir a retirada dos encargos abusivos de seu financiamento.
Muita gente boa, inclusive grandes empresas e bancos, confundem estas palavras e acabam denominando algumas cobranças de “taxa”, quando, na verdade, o máximo que poderiam ser é tarifas.

Sem maiores explicações técnicas (porque não precisa mesmo), tarifa é a remuneração do banco por um serviço que prestou ao cliente. Já a taxa, estabelecida pelo Banco Central, é paga para remunerar um determinado serviço público, podendo ser cobrada do cliente apenas em 2 casos: (1) devolução de cheque pelo sistema de compensação e (2) solicitação de exclusão de seu CCF (Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos).

Portanto, a nomenclatura correta dos valores cobrados pelos bancos e instituições financeiras nos contratos de financiamento de veículo é tarifa e não taxa. Contudo, a verdade é que as empresas insistem, inclusive no contrato escrito, em denominar de Taxa de Retorno, por exemplo, o que deveria ser Tarifa de Retorno. Vou manter os nomes incorretos nos próximos posts, pois é desta forma que você encontrará dentro da concessionária.
Respondendo a dúvida do Carlos_Edu, Taxa de Abertura de Crédito é a mesma coisa que Tarifa de Abertura de Crédito, só que escrito errado.
Por Fernanda Guimarães