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Como Reduzir Gastos – Décimo Primeiro Passo: Taxas e Tarifas

Nos últimos dez anos, a participação das
tarifas administradas nos gastos familiares subiu de 14,9% para 20,3% do total.
A informação foi divulgada ontem pelo Dieese (Departamento Intersindical de
Estudos Estatísticos e Sócios-Econômicos).
Os preços administrados são aqueles
controlados pelo governo, como combustível, eletricidade, telefonia e
transporte, entre outros. Para realizar esse cálculo, a economista só
considerou os dados a partir de agosto de 94 para excluir possíveis distorções
causadas pela troca de moeda no ano, de cruzeiros reais para reais.
Os reajustes de muitas tarifas
administradas, no entanto, estão previstos por contrato. No caso de telefonia e
energia, por exemplo, que ainda serão reajustados, a correção é feita com base
no IGP (Índice Geral de Preços), que pesquisa preços no atacado e, por isso,
sofre mais pressão em momentos de alta do dólar.
Como são reajustadas anualmente com base na taxa do ano anterior, as
tarifas “carregam” a inflação antiga para o presente, apontam
especialistas. Mesmo assim, para alguns economistas a renegociação de contratos
não é uma boa idéia, já que poderia desestimular investimentos.
As tarifas bancárias, em sua maioria, são
regulamentadas pelo Banco Central. Entretanto, alguns bancos ainda fazem
cobranças indevidas como se fosse uma dívida nossa com o banco. Outro absurdo,
é que muitas vezes são cobradas taxas por um simples serviço de impressão de
saldos bancários. 

Por isso, é importante ficar atento e se previna através das
recomendações da Dra. Fernanda Guimarães abaixo:
1 – Tarifa bancária oscila muito de banco para
banco. Some tudo que você paga por ano em um banco (tarifa de manutenção de
conta, extratos, tarifa de renovação de cadastro, tarifa de excesso de folhas
de talão de cheque) e pesquise em outros bancos. O banco jamais vai lhe ligar
oferecendo menores tarifas. Você é quem tem que questioná-lo sobre a
possibilidade de redução de seus encargos.

2 – Previdência privada é oferecida pelos bancos em geral. Analise bem antes de
decidir a sua aplicação. Considere a taxa de administração cobrada pela
Instituição Financeira bem como os riscos e a carteira onde os seus recursos
poderão ser aplicados. Lembre-se que previdência é um investimento para longo
prazo, podendo trazer perdas financeiras significativas para resgates feitos em
um curto prazo devido alta carga tributária.


3 – Fique fora da venda casada. Esse negócio
de atrelar o financiamento à casa própria ao cartão de crédito ou o seguro do
carro ao cheque especial é uma roubada.  Venda casada não é bom negócio
nem quando você compra um cachorro quente na barraca da esquina do serviço e
ganha um suco.  No banco então, é sinal de mais taxas. Essa mania dos
bancos é considera prática abusiva.

4 – Veja se o pacote que você tem na sua
conta está de acordo com os seus hábitos. Tem gente que tem pacote ilimitado e
quase nem usa os serviços. Outros tiram vários extratos por semana sem saber
que o banco só permite um, daí pagam um monte de taxas além do pacote básico.
Descubra na agência qual é o pacote mais apropriado para você.

5 – Faça sempre um comparativo entre as
taxas cobradas pelo banco onde você possui conta e por outros bancos. No site
da FEBRABAN você poderá encontrar boa parte das tarifas cobradas pelos principais bancos do
país.

Por Gabriela Maslinkiewicz

Como Reduzir Gastos – Décimo Passo: VESTUÁRIO

O
vestuário é, para algumas pessoas, um poço sem fundo nas despesas. Mas é
possível economizar na sua roupa,
principalmente quando se está com problemas financeiros e tem de decidir onde
fazer os cortes. Com um pouco de planejamento, é possível encontrar bons
negócios e boas peças de roupa para enfrentar os dias difíceis que aí vêm.
Basta que elimine as compras compulsivas e procure os locais e alturas certas
para as compras.
Muitas
vezes nem sequer se precisa comprometer a qualidade do vestuário. Não
é apenas no supermercado que tem gente substituindo o que está caro pelo mais
em conta. Quando o assunto é roupa, também dá para substituir. De acordo
com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o vestuário representa 6,81% dos gastos
das famílias e teve um aumento de 4,56% nos últimos 12 meses. Blusas femininas
ficaram 12,91% mais caras. Vestidos e saias subiram 14,27%.
Outro
estudo, realizado pela TNS InterScience, apontou que a distribuição de gastos
da classe média alta, com renda média familiar de R$ 8,3 mil, é bem diferente
das populares. Enquanto as classes menos privilegiadas gastam 32% dos seus
rendimentos com moradia, a média alta gasta 11%, menos do que com vestuário
(13%) ou lazer (12%).
Como
o peso dos gastos com moradia e alimentação é menor, a distribuição é mais
equilibrada, ou seja gastam mais com vestuário, lazer, educação e viagens”
diz a especialista.
Falando diretamente
para as mulheres, o que difere as mulheres dos homens nesse aspecto é que pra a
variedade sem fim de roupas de todos os estilos, cores e preços, e a quase
necessidade de ter uma novidade no guarda-roupa, ou uma roupa mais diferenciada
pra uma ocasião especial. O pecado é não pesquisar preços e agir por
impulsividade. Seria interessante dar uma olhada nas outras lojas em blusas
similares, às vezes até iguais, para comparar os preços e comprar, obviamente,
na loja em que a qualidade for igual, mas com um preço menor.

Outra dica antiga,
mas que é muito válida na hora de economizar com vestuário, é aproveitar as
trocas de estação. Roupas mais básicas que não saem de moda podem custar muito
menos quando compradas nas liquidações de troca de estação. Os descontos
realmente são grandes, podendo variar de 30% a 80% em média. Dessa forma, você
sempre terá uma roupa legal pagando muito menos por ela.
Aqui ficam agumas
dicas da Dra. Fernanda Guimarães para cuidar do seu bolso sem sair da moda:
1 – Rodízio de roupas? Parece estranho e fora de
moda, mas a verdade é que a moda é um ciclo. O que está na moda hoje,
provavelmente estará na moda dentro de alguns anos. Guarde suas roupas, mesmo
aquelas que você julga estar fora da moda, pois no próximo ano elas poderão ser
a nova tendência de consumo. Lembre-se também que para andar na moda não
precisa gastar sempre. Com um pouco de criatividade é possível ser elegante e
de bolso cheio.

2 – Alguém já lhe parou na rua e pediu para analisar a sua pulseira ou a sua
corrente para saber se realmente era de ouro? Então, umas bijuterias às vezes
causam o mesmo efeito de uma jóia cara, com um custo bem mais barato.

3 – Criticar a quantidade de calçados de uma mulher é como tentar criticar os
gastos de um homem com bebidas. Coisas que não se justificam. Em geral as mulheres
costumam ter pares variados de sapatos, prontos para combinar com qualquer
bolsa ou vestido elegante. Será que conseguimos repetir de sapato às vezes?
Realmente é necessário utilizar um par de sapatos novo em cada ocasião
especial? Se este não é o seu caso, que bom, continue assim, mas para uma
grande quantidade de mulheres o prazer de comprar um sapato novo é
indescritível.

4 – Vender roupas usadas … Passou pela sua cabeça? E pode ser até pela
internet! Esse mercado existe e paga preços razoáveis, principalmente se a
roupa for de alguma grife. Considere e hipótese não só de vender, mas também de
fazer um bom negócio comprando peças semi-novas. Os sites de leilões virtuais
são ótimos para isso.


5 – Comprar
só quando realmente se precisa é quase impossível, mas é o fator que faria a
maior diferença no seu orçamento. A verdade é que a maior parte das pessoas não
compra roupa quando precisa, mas antes por outros fatores. Pode ser por
diversão, por aborrecimento, etc. Não faça isso! Compre roupa apenas quando
precisa de trocar alguma peça que já não possa utilizar.
6-
Promoções são ótimas, se você esperou por elas. Se realmente aguardou para
comprar aquela peça que era uma necessidade por um preço melhor. Por que estas
também podem ser um grande vilão no orçamento, quando a mágica do desconto lhe
faz comprar mais peças do que necessitava, itens que não eram prioridades ou gasta
valores que não estavam em seu planejamento para o orçamento do mês.
Por Gabriela Maslinkiewicz

Como Reduzir Gastos – Nono Passo: Transporte

Os brasileiros já gastam tanto com transporte quanto com alimentação, uma situação até então inédita no país. A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada pelo IBGE, mostra que o gasto médio com alimentação no país é de 16,1% dos gastos totais, enquanto o custo do transporte no orçamento familiar atingiu 16% do total.

Especialistas constataram que, nos últimos anos, o acesso aos serviços de transporte, aliado à ampliação da renda, contribui para os gastos mais elevados com deslocamento, inclusive com a compra de veículos. Ou seja, o aumento do acesso ao crédito também foi fator determinante na multiplicação dos carros nas ruas.

Já o brasileiro que anda de ônibus, metrô, lotação ou outro tipo de transporte coletivo gasta, em média, R$ 100,00 por mês para se locomover, segundo levantamento realizado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). Em termos proporcionais, a pesquisa mostra que, conforme aumenta a renda, menor é o peso dos custos de transporte coletivo no orçamento.

Entre as pessoas que usam ônibus urbano, que é o transporte coletivo mais utilizado, 65% dos entrevistados responderam à NTU que consideram as tarifas muito altas. A pesquisa mostra que o preço da passagem acaba sendo um dos principais motivos que levam a população de menor renda (das chamadas classes D e E) a substituir o ônibus por outros tipos de transporte. O tempo de espera é outro fator que contribui para esta opção.

O resultado dessa mudança de comportamento foi constatado nos números levantados pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos: o estudo revela que, nos últimos 15 meses, cerca de 14% das pessoas entrevistadas deixaram de andar de ônibus ou diminuíram a freqüência de uso desse tipo de
transporte . 


Para não se perder nos gastos, aqui estão algumas dicas da Dra. Fernanda Guimarães:

1 – Carro sempre? Que tal experimentar algum meio de transporte alternativo? Ônibus, metrô, bicicleta ou até mesmo ir ao trabalho a pé. Lembre-se que este tipo de economia é bom para o bolso e também para o meio ambiente.

2 – Que tal um rodízio? Encontre um colega de trabalho que more perto de você e combine de fazer um rodízio de carona. Cada mês um fornece carona ao outro, isso irá reduzir em muito suas despesas com transporte, sem perder a comodidade de locomover-se de carro para o trabalho.

3 – Ao cotar o seguro de sua residência ou de seu veículo, verifique os preços com corretores diferentes. Pesquise bastante antes de fechar o seguro do seu bem. Lembre-se também de pesquisar sobre a idoneidade da companhia seguradora.


4 – Viagem é bom. Se planejada, melhor ainda. As companhias áreas dão descontos para passagens compradas com antecedência. É possível conseguir desconto também quando o prazo de permanência no destino for igual ou superior a 10 dias. Para acompanhar as promoções relâmpago e todas as campanhas de ofertas, recomendamos aos nossos leitores que se cadastrem numa newsletter específica sobre o assunto. A melhor delas, sem dúvida, é a do Melhores Destinos.


5- Com a abertura do crédito, um financiamento do carro próprio pode parecer uma ótima opção (e muitas vezes até é), mas não esqueça de calcular no orçamento familiar não só os gastos com a parcela mensal do financiamento, mas também seguro, gasolina, balanceamento, troca de óleo, IPVA… etc. Carros geram gastos extras constantes e você precisa estar consciente e preparado para eles.


Por Gabriela Maslinkiewicz

Como Reduzir Gastos – Oitavo Passo: SERVIÇOS PESSOAIS

Manter uma boa aparência não é tarefa fácil nem barata. Muitas mulheres chegam a gastar metade de sua renda indo a clínicas de estética, manicure, pedicure, depilação, cabeleireiro, academia. De acordo com o IBGE, os gastos com cabeleireiro e manicure ficam com 0,8% de uma renda familiar, superando até os gastos com educação (0,6%).

Os brasileiros são famosos pela vaidade. Nos últimos 3 anos, o mercado da beleza movimentou cerca de R$ 25 milhões, sendo que 24% deste faturamento está diretamente ligado aos cuidados com os cabelos. Também vale lembrar que o Brasil é o terceiro maior consumidor de produtos de higiene e beleza do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e Japão.

Outro exemplo de gasto com estética é a academia. Praticar esportes e exercitar o corpo é essencial à saúde, porém, para manter o equilíbrio do corpo e do bolso, é essencial saber avaliar os pacotes de atividades oferecidos pelas academias e o custo real de cada uma delas, evitando uma decisão impulsiva. Independentemente da análise das atividades a serem escolhidas, é essencial buscar alternativas antes de optar por uma academia. Nem sempre a mais famosa oferece as melhores opções de pacotes e aulas para o seu perfil e as diferenças de mensalidades de um local para outro de mesma qualidade podem ser surpreendentes.
Quando a mulher faz as contas do que gasta em moda e beleza, muitas vezes percebe que pequenos detalhes acabam sendo os maiores motivos do rombo no orçamento no final de mês. Para arrumar isso, ela deve fazer uma análise do que pode ser eliminado, substituído ou reduzido. 
Para isso siga algumas dicas da advogada Fernanda Guimarães para ficar bonita sem espremer o orçamento de casa.
1 – Bronzeamento artificial? Alem de ser prejudicial à saúde, dói no bolso. Onde você mora não tem sol? Clube? Praia? Piscina? Casa de amigo? Laje? Procure o seu lugar ao sol e não pague por ele.

2 – Ir ao salão para rever as amigas e conversar tudo bem, mas para fazer as unhas em momentos de crise financeiras não é uma boa escolha. Essa é a hora de apertar o cinto, chamar a amiga que sabe fazer as unhas e convidá-la para uma visita em sua casa. Às vezes, a qualidade do trabalho não fica igual ao resultado obtido em salão de beleza, mas a economia alcançada pode ser significativa no final do mês. Não abre “mão da mão”? Ao menos reduza o número de vezes do serviço de manicure por mês. R$ 15,00 reais a menos por mês, em 5 anos, dá mais de 1 mil reais se deixados na cadernete de poupança (uma aplicação considerada ruim)!

3 – Se mesmo assim não conseguir resistir e decidir ir ao salão toda semana, feche pacotes de serviços. Certamente será melhor para o salão baixar os preços e manter você como cliente do que ficar sem sua visita. A opção vale à pena para ambos os lados, pode acreditar. 

4 – Cosméticos de qualidade estão cada vez mais acessíveis, se você é uma viciada por marcas ou acha que seu cabelo não agüenta tinturas de farmácia ou shampoos populares, basta procurar na internet outlets e lojas especializadas. É possível manter a qualidade do produto sem depender da mão do cabeleireiro. Ou o mais importante: pagando menos por eles! Tente a Sacks e a Strawberry.

5 – Na academia, vamos confessar que a maioria das pessoas não tem tempo para freqüentar todas as aulas “inclusas” no pacote escolhido. Uma opção é apostar em pacotes básicos e freqüentar de forma experimental algumas opções de aula antes de efetuar a matrícula.
6 – Outro ponto importante é lembrar que um contrato semestral ou anual de academia, apesar das vantagens econnômicas, pode acabar se transformando em peso morto no orçamento. Se vc é disciplinada ou já tem o hábito de ir à academia, opte pelos contratos mais longos, cujo valor fica reduzido. Ainda vai testar ou pode ser empolgação de início de “projeto verão”? Comece com no máximo 3 meses de contrato.

Por Gabriela Maslinkiewicz

Como Reduzir Gastos – Sétimo Passo: CULTURA e LAZER

Em um país com o nível de pobreza do Brasil, não se imagina que a cultura ainda teria um espaço tão grande na vida e no bolso da população. Não importando a classe social, de acordo com o IBGE, o consumo com cultura assume o quarto ou sexto lugares na lista de gastos familiares, dependendo da categoria em que enquadramos os gastos com telefonia, que pode ser vista ou não como item de entretenimento.

Se considerarmos o elemento telefonia (que engloba telefone fixo, celular e internet) dentro do quesito cultura, a família brasileira coloca esse item em quarto lugar na lista (atrás de Habitação, Alimentação e Transporte) com 7,88% da renda mensal. Isto é, em uma família com renda de 2 salários mínimos, há um gasto de quase 100 reais mensais com cultura. Se não consideramos Telefonia, os gastos limitam-se a 4,4%, ou pouco menos de 50 reais para a mesma renda, e o item despenca para o discreto sexto lugar da lista (perdendo posições para Saúde e Vestuário).

Verifica-se, então, que no consumo de cultura o maior dispêndio das famílias é com telefonia, em todas as faixas de rendimentos. Sequencialmente, a aquisição de eletrodomésticos ligados à atividade cultural e às atividades de cultura, lazer e festas são os dois grupamentos de maior peso na composição dos gastos familiares.

As estatísticas revelam que, quanto menor a faixa de rendimento familiar, maior o porcentual gasto na aquisição de equipamentos eletrônicos. As práticas domiciliares – televisão, vídeo, música e leitura – são responsáveis por 85% dos gastos familiares, enquanto que as classes mais altas procuram atividades externas e eventos de grande porte, além da aquisição de livros e periódicos para o entertenimento.

Além desse dado, verificou-se que a família que tem como pessoa de referência alguém com ensino superior, gasta dez vezes mais com cultura do que uma família que possui a pessoa de referência sem instrução alguma. Mostrando, assim, que instrução (ou seja, educação) está diretamente ligada à aquisição e ao consumo de cultura pelas pessoas.

Mas se você está gastando mais do que devia e procurando onde poupar, aqui vão algumas dicas da Dra. Fernanda Guimarães para enxugar o orçamento cultural.

1 – Você assina algum jornal ou revista periódica? Muito bom, mais cultura para a família. Tente responder essas duas perguntas: 1) Você leu a reportagem da capa da revista da semana passada? 2) Leu os jornais da semana passada diariamente? Caso a resposta seja negativa, tente repensar sobre a relação aproveitamento e despesas com este serviço. Está realmente valendo a pena?

2 – Chuteira velha também faz gol. Não precisa comprar uma chuteira nova todo ano. Mesmo contendo tecnologias cada vez mais avançadas, ainda não foi inventada uma chuteira que causasse um aumento no potencial do atleta significativo ao ponto de pagar o investimento. Enquanto a sua estiver em condições de uso, utilize-a. São os seus pés que deverão avisar o momento da necessidade de comprar um novo par de chuteiras e não o comercial de televisão.

3 – Trocar de celular todos os anos? Qual é o objetivo do celular? Basicamente, telefonar e enviar mensagens de texto. Todas as outras funções são adicionais e servem para tentar o consumidor a pagar um valor mais elevado por um aparelho que estará desvirtuado de suas funções principais. Celular da moda é aquele que permite você efetuar sua ligação ou enviar sua mensagem na hora desejada.

4- Fique ligado nas promoções dos cinemas. Cada rede costuma oferecer um dia mais barato ou uma promoção especial (como a do beijo do cinesystem, por exemplo), que reduz em até 50% o valor do ingresso. Informe-se também sobre os convênios dos cinemas: correntista Unibanco/Itaú, por exemplo, paga meia entrada no Unibanco Arteplex em qualquer dia da semana, assim como cliente Claro Clube tem a mesma vantagem na rede Cinemark. O Cinemark conta ainda com uma promoção para quem utilizar o cartão de crédito Bradesco ou American Express Membership Card, que além de pagar meia entrada, ainda paga metade do preço no combo de pipoca + refrigerante.


Por Gabriela Maslinkiewicz

Como Reduzir Gastos – Sexto Passo: FUMO

Todos sabemos os inúmeros males que o cigarro traz à saúde, que vão de problemas respiratórios ao câncer, doenças cardiovasculares e morte. Porém, os prejuízos do cigarro não afetam somente a saúde, mas também o bolso.
Segundo pesquisa inédita realizada em quatro grandes cidades brasileiras pelo International Tobacco Control (ITC) em parceria com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 16% da população adulta do país é fumante. E os gastos com cigarros podem não ultrapassar aqueles com alimentação, mas muitas vezes ganham prioridade, apertando ainda mais o orçamento.

Dos entrevistados, 60% não se importam em pagar pelas marcas mais caras, consumindo cigarros que custam acima de R$ 3,00 o maço. Sendo que quanto maior a escolaridade do indivíduo, maior o consumo de cigarros mais caros: 52% dos participantes com Pós-Graduação afirmaram consumir cigarros acima de R$ 3,00 o maço, enquanto que entre os participantes com Segundo Grau incompleto o índice é de apenas 24%.

Na comparação com os homens participantes do levantamento, foi constatado que o “bolso feminino” é mais afetado do que o masculino: enquanto 80% das fumantes disseram que ajustam o orçamento de casa para satisfazer o hábito de fumar (sempre em benefício do tabaco e não da saúde), entre eles, o índice foi de 75%.
As mulheres estão fumando mais que os homens, em maior quantidade e marcas mais caras. Sendo que oito em cada dez delas admitiram que nos últimos seis meses gastaram verba do orçamento doméstico com cigarro sabendo que ele poderia ser melhor empregado com outros gastos, como a compra de alimentos.

Abaixo algumas dicas da consultora em saúde financeira Fernanda Guimarães:

1 – Fumar para quê? Bom, é melhor nem questionar isso. A redução de despesa com este item depende muito mais de um fator emocional do que racional. Todos nós sabemos os males causados pelo tabagismo. A busca por um tratamento para largar o fumo pode ser cara em um curto prazo, mas extremamente satisfatória e compensatória para o resto de sua vida.

2 – Crie uma meta. Conte quantos cigarros são consumidos diariamente e estabeleça uma meta para você. Reduza um cigarro por dia a cada semana. Com o passar do tempo, você estará consumindo menos e seu bolso e sua saúde irão lhe agradecer com absoluta certeza.

Quem quiser calcular o quanto de dinheiro já gastou em cigarro, por ano, e o que seria possível comprar com o valor, a agência Master Comunicação criou uma tabacocalculadora. Outro site legal é o Simulador do Custo do Cigarro, que permite ao internauta fazer o cálculo de quanto vai gastar com o vício em 30 anos e quanto ganharia se este dinheiro fosse devidamente investido.

Por Gabriela Maslinkiewicz

Como Reduzir Gastos – Quinto Passo: HABITAÇÃO

Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE 2010, a moradia é item que mais pesa para brasileiros. Este gasto pesa mais ainda para os mais pobres (a parcela da população que ganha até dois salários mínimos), representando 37% da renda mensal, enquanto para a classe média o gasto é de 25%.
Para as famílias mais humildes, os gastos ficam por conta dos itens mais básicos relacionados a casa e a família, além do grande vilão: o aluguel. As famílias com mais poder de compra acabam fazendo melhores negócios em moradia, gastando mais com o condomínio e segurança.

Abaixo algumas dicas da Fernanda Guimarães para reduzir gastos pequenos e grandes.

1 – Muito tempo no telefone? Tarifas altas? Lembre‐se que com a possibilidade de portabilidade de número existe uma guerra entre as operadoras telefônicas em busca de cliente. Será que a sua operadora lhe oferece a melhor relação custo benefício? Pegue a fatura de sua última conta de telefone e leve até a loja da empresa concorrente (teste pelo menos 2 operadoras diferentes). Com a análise do seu perfil, boa conversa e negociação, é provável que cubram a oferta e já no mês seguinte você sinta a economia no bolso falando o mesmo tempo de sempre.

 2 – Como anda o seu consumo de energia elétrica? Sabia que há maneiras de reduzir o consumo sem perder conforto? Que tal substituir as suas lâmpadas comuns por lâmpadas florescentes? Apesar de mais caras, as lâmpadas florescestes possibilitam uma redução no consumo significante no final do mês e acaba compensando o investimento logo nos primeiros meses. Controle o uso dos vilãos da energia elétrica, tais como chuveiro, “chapinha” e o ferro de passar roupa.

3 – Mora de aluguel? Já pensou em comprar sua casa própria? Com planos de incentivo do governo, é possível realizar o sonho da moradia própria com taxas de juros de até 5% ao ano. E melhor ainda: contando com subsídio do governo federal que pagará parte do valor do seu imóvel. Vá a agência da Caixa Econômica Federal (banco responsável pela execução da política habitacional do governo federal) mais próxima de sua residência e simule um financiamento habitacional. Pode ser que o valor da prestação a ser paga para este financiamento habitacional seja inferior ao valor pago de aluguel mensalmente. O consórcio de imóvel também pode ser uma boa opção. Para não errar, procure uma administradora de consórcios com credibilidade e pesquise as opções de quotas e valores de carta de crédito.


Por Gabriela Maslinkiewicz