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Juros em queda: devo trocar de banco?

A partir da redução dos juros de bancos estatais e privados, muitos correntistas estão pensando em transferir as dívidas que têm para estas instituições através da portabilidade de crédito. Essa possibilidade existe desde 2006, mas com a diminuição dos percentuais cobrados sobre financiamentos e créditos pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banrisul no começo de abril, pode ser mais fácil tentar conversar com o gerente da agência antes de procurar outra instituição financeira.

Antes de fazer a transferência da dívida, o consumidor terá de abrir uma conta na instituição desejada, mas a análise será mais criteriosa, já que com a mudança, existe também o receio do aumento da inadimplência. Por outro lado, com a “guerra dos juros”, as instituições privadas também estão revisando suas taxas para não perder investidores. Bradesco, HSBC, Itaú e Santander já anunciaram medidas de redução.

Além disso, é importante lembrar que as taxas de juros reduzidas não são automaticamente aplicadas a todos os clientes e ainda não há certeza sobre o impacto nos financiamentos da casa própria (que está atrelado à poupança e ao FGTS, por isso, as taxas já são menores. Porém, a Caixa já anunciou a redução de até 21% nos financiamentos imobiliários, o que irá repercutir em outras instituições). As vantagens já são sentidas na contratação de empréstimos consignados para aposentados pelo INSS, no crédito rotativo dos cartões, no cheque especial e novos produtos para pequenas, médias e grandes empresas.

Os bancos também instituíram uma espécie de pontuação para conceder o benefício. Ou seja, os correntistas que tiverem mais aplicações e investimentos vão ter as maiores vantagens. Mesmo assim, pacotes de redução de juros no crédito para pessoas físicas e jurídicas que já estão valendo.

O Banrisul, por exemplo, reduziu a taxa mínima do cheque especial de 3,22% para 0,84% ao mês. Mas o banco realiza a análise individual caso a caso. Além disso, as novas tarifas vão valer somente para os novos contratos.

Por isso, além de uma boa pesquisa, é preciso estar atento aos seguintes pontos:
1- a portabilidade não pode estar atrelada à compra de outros produtos, cuja única exceção, é a abertura de uma conta corrente, em caso de saques e depósitos diretos;
2- não pode haver custo para mudar de banco;
3- a quitação da dívida deve ser realizada pelo banco para onde você está migrando o débito e não por você;
4- na mudança, não é permitida a cobrança de IOF, a menos que você solicite mais dinheiro. Se for o caso, o imposto deverá ser proporcional ao valor adicional;
5- exija informações como o CET (Custo Efetivo Total) detalhado e o contrato do banco para onde irá migrar o crédito.

E lembre-se de que mesmo que não valha a pena optar pela troca de instituição financeira, quando os juros sobre financiamentos forem abusivos, o cliente tem todo o direito de pedir revisão contratual com o auxílio de um profissional.

Por Samantha Klein

Brasileiros gastam 22% de sua renda para cobrir dívidas

A ampliação da acessibilidade ao crédito, que marcou o governo Lula e ajudou na ascensão da classe C no mercado, começa a exibir seu lado negativo. Segundo dados do Banco Central (BC), o comprometimento da renda do brasileiro com o pagamento de dívidas aumentou 6,9% entre 2003 e 2010. De acordo com o BC, em janeiro de 2003, o brasileiro precisava destinar 14,6% do seu ganho familiar mensal para a quitação de débitos. Oito anos depois, em dezembro de 2010, esse percentual havia passado para 21,4%.

Essas informações levam em consideração apenas as dívidas dos consumidores com os bancos, aquelas com crédito pessoal, com consignado (com desconto em folha de pagamento), com financiamento de veículos e com crédito habitacional. Como não estando incluídas as pendências com cheque especial e cartão de crédito, que embutem taxas de juros superiores a 10% ao mês e costumam fazer os maiores estragos no orçamento, estima-se que o real comprometimento do consumidor brasileiro com dívidas seja bem maior que os 22% apontados pela pesquisa.

Até porque, no geral, a maior parte das dívidas assumidas pelos consumidores é feita por meio do cartão de crédito. Somente em São Paulo, esta forma de financiamento é responsável por 70,3% do endividamento. Em seguida, aparecem os carnês (28,3%), o crédito pessoal (12,6%), o cheque especial (8,7%) e o financiamento de carro (7,9%). Os dados também mostram que do total de famílias endividadas, quase 50% têm pagamentos atrasados há mais de 90 dias e 26,8% estão com as contas atrasadas em até 30 dias.

A estabilidade da economia e a oferta abundante de crédito nos últimos anos levou o brasileiro a experimentar um pouco o estilo de vida de consumidores de Primeiro Mundo. Nos EUA, segundo o Federal Reserve (o banco central americano), as dívidas comem 17% da renda. É menos do que no Brasil, mas é preciso considerar a diferença de renda entre os trabalhadores dos dois países. Enquanto nos EUA a média chega a US$ 4,4 mil por mês, no Brasil o valor é de cerca de R$ 1,5 mil (US$ 882).

Para o futuro, a perspectiva é de que o crédito fique menos abundante e mais caro, o que virá a diminuir o aumento do endividamento. Em contrapartida, isso poderá significar que a capacidade de pagamento de dívidas piore com o acesso restrito ao crédito.

Por Mauro Gomes

Você é uma pessoa endividada?

Parece simples a resposta, mas são muitas as variáveis que configuram a situação de endividamento. Um cliente certa vez nos afirmou: “não estou endividado, mas possuo dívidas …” Será que ele soube fazer bem este enquadramento? Muitas pessoas têm dívidas, mas ainda não estão endividadas. Outras não possuem grandes pendências financeiras, mas estão endividadas emocionalmente. Quer fazer o teste? Baixe o arquivo aqui e escolha as alternativas. As respostas são automáticas e muito bem humoradas. O teste foi elaborado pelo consultor financeiro do Projeto 2010 no Azul da Band RS.

E uma curisosidade: tecnicamente, está endividado quem, hoje, não tem reserva financeira suficiente para quitar todas as suas dívidas, empréstimos e financiamentos. Sem querer desanimar nossos queridos leitores, convenhamos, é imenso o número de pessoas que costuma viver permanentamente utilizando crédito. Basta pensar que a grande maioria de nós, consumidores, tem carro e imóvel financiado e faz disso um “hábito” para toda a vida. Será saúdavel? Aí temos a longa discussão sobre dívida boa e dívida ruim, que certamente renderá um novo post em breve. O importante é você demilitar se há excesso de comprometimento de sua renda com pagamento de créditos e, principalmente, se tem encarado sua relação com o dinheiro como uma pessoa emocionalmente endividada. Faça o teste, descubra isso e quem sabe dê o primeiro passo para sua independência financeira.

Por Gabriela Maslinkiewicz

Eles continuam cobrando sim!

Se alguém tinha alguma dúvida de que, apesar de proibidas e ilegais, as tarifas comentadas aqui no blog continuam sendo praticadas, segue anúncio publicitário que foi vinculado no jornal de maior circulação do Rio Grande do Sul. E não é diferente nos demais anúncios de outros jornais e revistas, nos comerciais da TV ou em qualquer outro estado do Brasil.
Zero Hora, 24/11/2010 – página 21
Logicamente, será preciso aumentar as “letrinhas pequenas”, e mesmo assim, você ainda terá que clicar sobre a imagem para ampliar:

Complementando a resposta aos últimos comentários dos leitores Miguel e Guilherme, respondo como descobrir se a concessionária/financeira está cobrando por essas tarifas declaradamente ilegais: Basta ler o anúncio com lente de aumento! Como a taxa pode ser ZERO se há expressamente a cobrança de Tarifa de Confecção de Cadastro (TAC) e Comissão (Taxa de Retorno)? Fácil. Não é zero. Trata-se, obviamente, de uma propaganda enganosa, punível nos termos do Código de Defesa do Consumidor.

Ainda, no mesmo anúncio, temos uma contradição entre os termos “CDC – Crédito Direto ao Consumidor” e “VRG – Valor Residual Garantido Antecipado”, pois esta segunda denominação refere-se a contratos de Leasing e não de CDC. Alguma diferença para o consumidor? Muita! No contrato de Leasing o proprietário do veículo continua sendo o banco, enquanto que no CDC com Arrendamento Mercantil (uma espécie de garantia), o carro fica em nome do consumidor junto ao DETRAN, apenas alienado ao banco.

TAXA ZERO é muito diferente de CET (Custo Efetivo Total) de 0,79% ao mês! Zero é sem custo, sem taxa, sem encargo. Custo de 0,79% é muito, tanto que significa exatamente uma diferença de R$ 1.233,75 num financiamento de apenas 18 parcelas!
Por Marcela Savonitti

Palestra Especial para as Consultoras Mary Kay

Se você se interessou mas não é uma consultora Mary Kay, em breve palestras abertas ao público.
Por Gabriela Maslinkiewicz