Posts

Planilha do Curso Guia Pratico da Saude Financeira

Quer começar a controlar seus gastos? O Curso Guia Pratico da Saude Financeira vai lhe dar uma ajudinha e tanto, através da exclusiva planilha que você pode baixar gratuitamente clicando aqui.

Lá você encontrará campos adaptáveis à sua realidade, onde basta inserir o valor dos seus custos e despesas para obter automaticamente o resultado. E você não ficará somente olhando para o documento preenchido, sem saber o que pode ser corrigido e como melhorar sua eficiência neste controle de gastos. Isso porque a planilha compara o desempenho e a distribuição dos gastos de sua família com os mais recentes e equivalentes dados do IBGE. Ou seja, se está gastando demais no supermercado em comparação à média das famílias brasileiras com renda equivalente a sua, a planilha informará isto no resultado e você então saberá por onde começar a controlar. 

Além disso, para cada resultado “negativo” (sinal amarelo ou vermelho), haverá um texto correspondente com dicas de como melhorar naquele tópico. Tudo para que você realmente consiga manter sua saúde financeira. Aproveite!


Por Fernanda Guimarães

Como Reduzir Gastos – Terceiro Passo: EDUCAÇÃO

Outro tema que está cada vez mais pesando a vida financeira do brasileiro é a educação. Mesmo sendo o fator mais importando para o futuro, a falta de incentivo governamental faz com que o cidadão arque com essa conta, estourando seu orçamento familiar.
De acordo com a nova Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os gastos com cursos superiores aumentaram 25% em dez anos, enquanto que com cursos de idiomas, os gastos mais do que dobraram nesse mesmo período (122,26%).  Este crescimento da demanda pelo ensino superior, e seu respectivo aumento das mensalidades, é resultado da política de expansão do ensino superior privado adotada no país. De acordo com Fábio de Castro, da Agência FAPESP, “quando o governo deixa de investir na educação, como ocorre no ensino superior, o cidadão é quem paga a conta e, quem não pode, fica excluído da universidade”.

Para ajudar nessa luta mensal, aqui vão algumas dicas da palestra de Saúde Financeira da Fernanda Guimarães para lidar com todas as fases da vida acadêmica.

1 – Mais de um filho em colégio particular? Então os matricule em um mesmo colégio e exija desconto. Caso o colégio negue, procure outra instituição que certamente irá proporcionar um estudo de qualidade aos seus filhos com bom custo financeiro à sua família.

2 – Os livros didáticos costumam ter um preço elevado para aquisição. Podemos economizar comprando livros em sebos ou livros digitalizados vendidos na internet. A qualidade do material não irá influenciar na sua compreensão do assunto.

3 – Hoje é possível encontrar cursos superiores com custos bem inferiores aos cobrados pelas universidades mais tradicionais. Certifique-se da qualidade do curso perante o Ministério da Educação e faça o seu curso superior com custo mais baixo. O bom profissional não precisa necessariamente se formar em uma universidade tradicional.

Por Gabriela Maslinkiewicz

Três ótimos argumentos para utilizar na renegociação de dívidas

Ontem, segunda-feira dia 08 de novembro, Fernanda Guimarães, conversou com a jornalista Denyse Godoy, da coluna “Seu Dinheiro”, do portal IG. O assunto foi a renegociação de dívidas neste final de ano.

Se o consumidor está endividado e quer aproveitar o 13º. salário e o espírito natalino das empresas para limpar o seu nome, jamais deve aceitar a primeira proposta que o credor lhe faz, ensinam os especialistas. Conversando, há quem consiga descontos de até 90% do débito, eliminando, especialmente, juros e multas pelo atraso. Mas pedir um abatimento simplesmente porque se deseja pagar menos não é lá muito eficiente –usar os três argumentos seguintes funciona melhor…”

Para conferir a matéria completa clique aqui.

Por Gabriela Maslinkiewicz

Fernanda Guimarães na Expo Money Rio de Janeiro

Chega ao Rio de Janeiro, nos dias 10 e 11 de novembro, a 7ª edição da Expo Money, maior evento de educação financeira e investimentos da América Latina. O evento, focado na pessoa física e com acesso gratuito a exposição e palestras, é reconhecido por levar informação e conhecimento para quem quer aprender a administrar as finanças pessoais e conhecer as diversas opções de investimentos disponíveis no mercado. A expectativa é que o evento receba cerca de 5 mil participante. E você pode inscrever-se aqui.

Neste ano, são mais de 60 palestras educacionais em 05 salas simultâneas, com renomados profissionais do mercado entre consultores, economistas, escritores e exposição com as principais empresas do mercado financeiro e de investimentos. Entre alguns palestrantes confirmados estão Fernanda Guimarães, Gustavo Cerbasi, Augusto Sabóia, Jurandir Sell Macedo, Márcia Tolotti, Eliana Bussinger, Sandra Blanco e o coreógrafo “Fly”. 


A advogada Fernanda Guimarães participará do evento com a palestra “Saúde Financeira”, que ocorrerá dia 11/11 às 19h, além de ser parte da oficina Money Mulher, que estreou este ano na Expo Money São Paulo com grande sucesso e procura desenvolver o potencial feminino para investimentos e tirar suas dúvidas sobre finanças pessoais e planejamento financeiro. Na oficina Fernanda fará parte do Painel “Dívidas e Consumo” (dia 10/11 às 19h10min), e dará as palestras “A informação que faz diferença no seu bolso” no dia 10 e “Os direitos a seu favor nas finanças” no dia 11.

Abaixo o quadro da programação Money Mulher na Expo Money Rio de Janeiro 2010.



Por Gabriela Maslinkiewicz

Descomplicando os Planos de Saúde: Em 2 ou 3 posts chegaremos lá!

Infelizmente, para confusão de muitos bons consumidores, o conjunto de direitos de um plano de saúde varia de acordo com algumas características do seu contrato. De qualquer forma, sem dúvida é muito importante que o beneficiário esteja atento e ciente dos seus direitos como usuário de plano de saúde, conhecendo e exigindo estas coberturas, isenções e valores. Tenho que dizer que este é um dos setores recordistas em reclamações junto aos órgãos de defesa do consumidor e do judiciário; seja pela necessidade de contratação deste serviço pelas pessoas, seja pelos complicados termos jurídicos e médicos envolvidos nesta relação de consumo.

Na tentativa de simplificar a questão, elaborei um quadro resumido das coberturas e serviços. Mesmo assim, para total avaliação, ainda é preciso considerar a data da contratação do plano, se antes ou depois de 1999, o que certamente renderá novo post em breve.

Clique na imagem para vê-la maior

Por Fernanda Guimarães

O fim das assinaturas básicas nas contas telefônicas pode estar próximo

Hoje recebi um e-mail a respeito de uma pesquisa que está sendo feita pela Câmara dos Deputados através de um número de telefone (0800) sobre o Projeto de Lei 5476/2001.

Como achei interessante, fui pesquisar a respeito e me surpreendi ao saber que realmente é verdade. O projeto acima mencionado – 5476/2001 – é de autoria do Deputado Antônio Marcelo Teixeira Souza, do PMDB do Ceará, e, em pouco tempo, completará 10 anos, ainda pendente de apreciação do Plenário. Mas por que estou falando sobre isso? Porque se aprovada essa lei será mais uma arma na defesa dos direitos dos consumidores, já que esse projeto visa a por um fim na cobrança das assinaturas básicas das linhas de telefone (ou seja, o assinante somente pagará a quantidade de pulso e minuto efetivamente utilizada).

Através do site da Câmara dos Deputados é possível acompanhar a tramitação desse projeto (www.camara.gov.br).

Já o número de contato para que você possa fazer parte dessa pesquisa é o 0800619619 – da Central de Comunicação Interativa da Câmara dos Deputados. O menu eletrônico lhe passará as opções (se não me engano, caso você queira votar a favor desse projeto, as opções a serem digitadas são a 1, novamente 1 e por fim, 1).


Achei vários comentários a respeito desse projeto na internet. Por mais que muitos defendam que essa pesquisa sequer será considerada pelos nossos Parlamentares na hora de aprovarem ou não esse Projeto, já que há muito interesse econômico envolvido, e que há quase 10 anos está em tramitação, entendo que não podemos deixar de crer nas nossas Instituições, e se existem portais como essa Central de Comunicação que computam as opiniões ali lançadas, vela à pena participar da pesquisa.

Por Marcela Savonitti

Receber cheques somente de contas bancárias com mais de 6 meses: MAIS UMA PRAXE COMERCIAL ILEGAL

Imagine você sair de casa num feriado, em direção à única ferragem que você sabe que está aberta e, quando vai pagar, o caixa recusa-se a receber o seu cheque porque a conta corrente tem menos de 6 meses de abertura. Este é sem dúvida um vexame pelo qual bons consumidores passam e que nem eu escapei dele neste Dia de Finados.

Uma das ferragens mais completas de Porto Alegre é a Ferragem Três Irmãos, localizada na Av. Benjamin Constant, 821. O senhor que me auxiliou foi realmente muito atencioso e simpático, mas certamente o proprietário esqueceu-se de ampliar este bom atendimento às formas de pagamento de sua loja.


Muitas lojas anunciam próximo ao caixa que aceitam o pagamento através de cheques, porém, quando o cliente vai pagar, o funcionário do estabelecimento recusa o cheque do consumidor porque a conta corrente dele tem menos de 6 meses (ou 1 ano). Há, ainda, aqueles lojistas mais enfáticos, que colocam até um cartaz avisando sobre esse critério ilegal. Exigir a apresentação de RG e CPF tudo bem – é inclusive uma segurança para o consumidor. Contudo, apesar de essa atitude ser cada vez mais comum, recusar o recebimento de um cheque pela data de abertura da conta é uma prática considerada abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor, já que faz presunção de que a pessoa estaria passando cheque sem fundos só porque não tem um relacionamento longo com o banco que abriga a respectiva conta.

Afinal, e se for um jovem que abriu sua primeira conta recentemente? Ou se for um honesto profissional que veio a trabalho transferido de um local distante e teve que abrir conta em sua nova cidade? Ou, como no meu caso, se simplesmente decidi abrir uma segunda conta bancária porque meu gerente trocou de instituição financeira?

Infelizmente, os lojistas praticam essa conduta ilegal para resguardarem-se de eventuais golpistas que abrem contas em diversos bancos e depois saem por aí emitindo cheques sem fundo. Contudo, não se pode, de maneira alguma, generalizar todos os clientes que têm conta bancária recente tomando como exemplo esses maus pagadores.

E pior! Além de não aceitar o meu cheque com conta aberta recentemente, ainda tinha à venda nesta mesma ferragem placa sinalizadora que continha exatamente este requisito ilegal para recebimento de cheque. Ou seja, a praxe está tão difundida que até cartaz pronto existe disponível no mercado para quem quiser insistir na ilegalidade!

As dúvidas quanto à idoneidade do emitente podem e devem ser consultadas nos bancos de dados que as associações comerciais colocam à disposição dos lojistas, através de convênios com o SPC e a SERASA, entre outros cadastros de negativos de crédito.

Desta forma, se um estabelecimento comercial se prontifica a aceitar cheques como forma de pagamento, não pode escolher o cliente que vai usar ou não esse benefício. Logo, a loja que recusa um cheque só porque a conta corrente do freqüentador foi aberta há menos de seis meses (ou um ano) está cometendo uma prática abusiva e ilegal, punível pela lei.

O que fazer, então, quando o cheque não é aceito?

Caso o estabelecimento insista nessa prática abusiva, saiba que há várias maneiras de se defender. Se no caixa houver uma placa informando que aceita o pagamento em cheque, o consumidor deve insistir para que seu cheque seja aceito, independentemente da idade de sua conta corrente. Afinal, não existe lei que permita que a loja faça esse tipo de discriminação quanto ao tempo de abertura da conta. Ou o lojista aceita ou não aceita cheques. Isto quer dizer que todo lojista tem a opção de não aceitar qualquer tipo de cheque, pois a única forma de pagamento obrigatória em todo Brasil é o dinheiro, em moeda corrente nacional. Contudo, se decidir receber cheques, não poderá fazer restrições. Os únicos requisitos aceitáveis são a consulta aos órgãos de crédito e a apresentação de documento de identificação.

Se o cliente ainda for submetido a uma situação vexatória, sofrendo prejuízos à sua imagem, o Código de Defesa do Consumidor garante claramente ao ofendido o direito à reparação dos danos morais sofridos.

No meu caso, consegui apenas argumentando com a moça do caixa, fazer com que a ferragem recebesse meu cheque. Foi mais falta de informação do que má-fé da empresa, tenho certeza. Mas caso outro lojista não seja assim “amigável” com você, faça uma denúncia ao PROCON de sua cidade, pois cabe a ele a fiscalização. Dependendo do tipo e do tamanho do negócio, o estabelecimento pode receber uma multa que se inicia em aproximadamente R$ 2.200,00 (200 UPFs).

Veja o quadro resumo do que pode e do que não pode ser exigido de você na hora do recebimento de um cheque:


Por Fernanda Guimarães

Conheça seu Cartão de Crédito

Cartão de crédito. Sim, mais uma vez ele. E por quê? Porque provavelmente você tem pelo menos um na sua carteira, já que, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o número de cartões de crédito aumentou em 414% de dez anos atrás para cá.

Esses dados, embora digam com percentuais extremamente elevados, não surpreendem ninguém, já que as facilidades e as utilidades que esses pedacinhos de plástico com chips oferecem são realmente tentadoras: parcelamento de compras em inúmeras vezes sem juros, compras que viram pontos que podem ser trocados por vantagens como passagens aéreas, descontos especiais por realizar a compra com o cartão da loja. Só que esses e muitos outros estimulantes acabam por criar a fantasia de que isso realmente se trata da oitava maravilha do mundo. Contudo, o seu uso indevido e desatento pode transformar o cartão de crédito no pior vilão da nossa sociedade de consumo.

As taxas de juros cobradas pelas administradoras de cartões no caso de atraso ou de utilização de serviços como pagamento de contas e saques são as mais elevadas do mercado – no que se referem aos juros, estes normalmente estão em percentuais acima de 10% ao mês.  

Por isso, para que você possa aproveitar, sem medo de estar criando um monstro, essa que é a modalidade de pagamento mais utilizada hoje em dia, seguem abaixo algumas dicas:

  • Existem convencionalmente 05 modalidades de cartões de crédito, normalmente divididas em função da renda do cliente e da freqüência com que o cartão é utilizado: nacional, internacional, gold, platinum e black/infinit. O melhor é sempre avaliar com honestidade em que tipo você realmente se enquadra, pois não só os limites oferecidos para as compras variam bastante de uma modalidade para outra, mas também as taxas e os encargos cobrados mudam bastante.

  • Quanto ao limite oferecido, normalmente as administradoras de cartão de crédito liberam valores que representam até 80% da renda mensal do consumidor. ATENÇÃO: se você não tem autocontrole suficiente para saber lidar com um limite que represente tal percentual de sua renda, não aceite o valor máximo que a bandeira pode lhe liberar, já que o mais recomendado é que você comprometa, com esse tipo de compromisso, até 30% da sua renda mensal.
  • Evite utilizar o cartão de crédito para saque e para pagamento de contas, pois para esses tipos de serviços altos encargos são cobrados – normalmente os bancos, para realizar o pagamento de contas através do cartão, cobram 1,99% do valor do título pela prestação de serviço.

  • Sempre tente negociar o valor da tarifa de anuidade, ainda mais se o cartão de crédito for do banco em que você tiver conta: conversar com o seu gerente é sempre uma boa alternativa.

E, aproveitando para já me despedir de vocês, deixo aqui uma das principais dicas do nosso papo de hoje: se lhe enviarem um cartão de crédito sem que você o tenha solicitado, envie-o de volta, quebrado, ao banco, através de carta com AR (Aviso de Recebimento), especificando no campo indicado o conteúdo da correspondência, e registre uma reclamação no setor de atendimento ao público do Banco Central.


Por Marcela Savonitti

Como Reduzir Gastos – Primeiro Passo: ALIMENTAÇÃO

É hoje! Começam as dicas práticas para redução de gastos que com certeza farão uma grande diferença no seu bolso no final de cada mês. Como insito em dizer, não acredito que cortes no orçamento sejam a estretégia mais indicada como solução das dívidas, mas, combinados com a renegociação de dívidas e as informações de direito que fazem mais diferença no seu bolso, certamente otimizam o resultado.
Para começar, vamos nos deter na necessidade mais básica de todas: a alimentação. Muitas vezes o dispensável acaba virando indispensável em função das diversas tentações que os corredores, sempre lotados de novidades, dos supermercados nos apresentam. Porque, vamos confessar, é realmente muito gostoso não só comer, como também fazer as compras de alimentos. Eu adoro ir ao supermercado; até porque aqui em Porto Alegre eles costumam ser muito confortáveis. E não acho sinceramente que devemos nos privar de nenhuma destas duas coisas.
Abaixo seguem algumas dicas clássicas para a hora do “rancho”. Adapte-as dentro da sua realidade e aproveite.

1 – Antes de ir ao supermercado crie uma lista de compras com os produtos necessários. Ao realizar suas compras, leve para casa apenas os itens que constam em sua lista. Parece simples, mas ir às compras sem objetivos definidos será disperdício na certa;

2 – Nunca vá ao supermercado com fome. Alimente-se bem antes de fazer suas compras, pois a sua vontade de comer pode interferir na escolha dos itens a comprar;

3 – O desejo de consumir é despertado com a imagem e o cheiro de um produto. Não se deixe conquistar pelo maravilhoso cheirinho de pães fresquinhos da padaria. Lembre-se de comprar apenas o necessário;

4 – Tente evitar as compras seguidas em supermercado. Quanto menos você freqüentar, menor será sua chance de consumir algo desnecessário. Comprar todos os produtos necessários de um mês em uma única vez, ou seja, “fazer o rancho” é preferível a ir comprando mercadorias à medida da necessidade, pois, na maioria das vezes, não temos a disciplina necessária para comprar apenas os itens de que precisamos;

5 – Pesquise bem antes de fazer suas compras. Os hipermercados costumam fazer ofertas diárias de segmentos diferentes. Exemplo: Segunda-feira é o dia das verduras e frutas mais frescas, terça-feira é o dia de carne, quarta-feira está na promoção às bebidas e assim sucessivamente. Quem optar pelo “racho mensal” – e não tiver tempo de ir ao supermercado especificamente para comprar um produto – deve escolher o dia da semana em que estão em oferta os itens que aparecem em maior quantidade na sua lista ou os mais caros (em geral as carnes).

Essas promoções são interessantes e compensatórias. Lembre-se de que ao ir ao hipermercado para comprar um produto em promoção você deverá realmente priorizar aquele produto necessário e que motivou sua ida àquele estabelecimento. Confira o preço dos outros produtos não anunciados na oferta antes de incluí-los no seu carrinho. Em pequenos mercados, pode acontecer de o preço estar mais caro para compensar o desconto fornecido no produto que lhe trouxe até o estabelecimento, pois dificilmente conseguem competir em todas as ofertas com as redes de supermercados. Um exemplo clássico é a carne para churrasco nos finais de semana. Se no mercadinho da esquina da sua casa a costela estiver em oferta, certifique-se que não estará pagando todo seu “lucro” no saco de carvão acima do preço.

E, claro, fique de olho na hora em que os produtos estiverem sendo registrados no caixa. O consumidor tem direito a pagar o menor preço do produto, seja este o da gôndola, o do encarte publicitário ou da etiqueta do produto. Segundo reportagem da Revista Pro Teste de março de 2010 (abaixo), houve significativa diferença de preços entre o encarte publicitário e os valores efetivamente cobrados no caixa. As empresas “condenadas” foram o Walmart, Carrefour e Extra, Guanabara e Sendas, Compre Bem e Pão de Açúcar. Nesta exata ordem de proporções de erros encontrados na pesquisa.

Já reparou ainda que algumas empresas nos ajudam padronizando a localização dos produtos dentro de suas lojas? Particularmente, nas duas lojas do hipermercado que frequento, valorizo a economia de tempo que é já saber onde encontrar cada um dos ítens que procuro.

Lembre-se ainda de que economizar no valor final do mês nas compras de supermercado é ótimo, mas não é o mais importante quando se trata de atendimento ao consumidor. Usando duas máximas já conhecidas por todos, o barato pode sair caro e economizar é comprar bem. Ou seja, não é só o preço que faz a diferença. Adianta comprar um produto barato e depois incomodar-se muito para ter seu direito de troca respeitado? Saber que seu direito será respeitado na hora e depois da compra, na ponta do lápiz, também é uma forma de economia.

Por Fernanda Guimarães


Golpe no cartão de débito

Atualmente, com a era do cheque em baixa, pouca gente carrega dinheiro vivo na carteira, e os cartões de débito acabam facilitando a vida dos consumidores, que se firmam basicamente nele para o seu dia-a-dia. Em razão do seu uso contínuo, o débito acaba virando um hábito, tornando-se tão corriqueiro que os cuidados que antes despendíamos são deixados de lado. Aí é que começam os problemas.
O mais novo golpe relacionado aos cartões de débito está acontecendo principalmente em postos de gasolina, mas pode ocorrer também em outros locais como barzinhos, botecos, danceterias e lojas de conveniência. Mas para não se tornar mais uma vítima das inovações da “bandidagem” basta  que tomemos mais atenção.
Ao efetuar o pagamento com o cartão de débito, o atendente do pode fazer a ”gentileza” de segurar a máquina para digitarmos a senha, tapando o visor com a ponta dos dedos. Contudo, em alguns casos na realidade nada é digitado na máquina, de maneira que os números da sua senha – que deveriam aparecer como asteriscos ou símbolos no visor são expostos, como se estivesse sendo preenchido o campo do valor da compra.
E é assim que você, sem perceber, e acreditando no ato gentil do atendente, acaba por fornecer a senha do seu cartão para uma pessoa que tem acesso ao número dele (que fica registrado na bobina do cartão) – já que tão logo você digitou a senha e os números apareceram na tela, a pessoa os anota e, por qualquer motivo, lhe pede novamente a senha – agora de verdade –, alegando que ocorreu algum erro na operação anterior. Essa prática é sabida não só de relatos de conhecidos que passaram por isso, mas também de e-mails que circulam pela internet. Vale ficar atento, pois uma vez de posse do número do cartão e da senha, clonagens podem ser feitas e débitos podem ser feitos diretamente na sua conta.
Com a cada vez mais crescente intensificação das relações o mercado de consumo, novas práticas devem ser sempre adotadas com as tradicionais precauções.

Por Gabriela Maslinkiewicz