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Planilha do Curso Guia Pratico da Saude Financeira

Quer começar a controlar seus gastos? O Curso Guia Pratico da Saude Financeira vai lhe dar uma ajudinha e tanto, através da exclusiva planilha que você pode baixar gratuitamente clicando aqui.

Lá você encontrará campos adaptáveis à sua realidade, onde basta inserir o valor dos seus custos e despesas para obter automaticamente o resultado. E você não ficará somente olhando para o documento preenchido, sem saber o que pode ser corrigido e como melhorar sua eficiência neste controle de gastos. Isso porque a planilha compara o desempenho e a distribuição dos gastos de sua família com os mais recentes e equivalentes dados do IBGE. Ou seja, se está gastando demais no supermercado em comparação à média das famílias brasileiras com renda equivalente a sua, a planilha informará isto no resultado e você então saberá por onde começar a controlar. 

Além disso, para cada resultado “negativo” (sinal amarelo ou vermelho), haverá um texto correspondente com dicas de como melhorar naquele tópico. Tudo para que você realmente consiga manter sua saúde financeira. Aproveite!


Por Fernanda Guimarães

Como Reduzir Gastos – Quarto Passo: HIGIENE E CUIDADOS PESSOAIS

Com o tempo é possível notar uma mudança substancial nas prioridades das finanças familiares: além de gastar mais com saúde e educação, os cuidados com higiene e beleza acabam ocupando posição importante dentro do orçamento. Tanto isso é verdade que o gasto das famílias brasileiras nesta área foram os que mais aumentaram nos últimos 12 meses (de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares, o POF). Especialistas explicam que por conta da crise as pessoas passaram a fazer tratamentos deste tipo em casa ao invés de ir a estéticas, por exemplo.
Além disso, não podemos esquecer que estamos em uma era do artigo de luxo e isso afeta, de certa forma, todas as classes. A Classe C está cada vez mais investindo em artigos não prioritários, e com a facilitação do crédito, itens como passagens de avião e perfumaria tornaram-se mais presentes em suas listas. Enquanto isso, as Classes A e B buscam o diferenciado e exclusivo, que no Brasil significa, na maioria das vezes, o importado!

Para investir em si sem pesar no bolso, aqui vão algumas dicas da Fernanda Guimarães:

1 – Perfumes bons são caros. Mas tem como ficar cheiroso sem precisar comprar perfumes importados. Procure outros perfumes nacionais mais em conta. Quem sabe você não encontra um que tenha uma fragrância irresistível para você e para o seu bolso.

2 – A maquiagem, apesar de “item de primeira necessidade” para muitas mulheres, pode pesar no orçamento se sua compra não for bem estudada. O prazo de validade desses produtos no exterior é muito maior do que aquele que será colocado na embalagem ao entrar no Brasil. Por quê? Por uma série de questões legais e de regulamentação do setor (leia mais clicando aqui). Mas aonde queremos chegar com isso? Pois bem, sabe aquelas ofertas de saldão nas lojas quando os prazos de validade estão quase vencendo? Compre sem medo! Em especial produtos como sombras, blush, pincéis, batons e pós. A única restrição são as bases que, por conterem ativos que ficarão diretamente na pele, merecem uma atenção especial. 

3 – Usar uma marca de maquiagem importada e ainda ganhar dinheiro com isso é possível. Adora cosméticos e passaria o dia em função dessas maravilhosas novidades? Existem empresas, como a Mary Kay por exemplo, que trabalham no sistema de “consultoras de vendas”. Em resumo: você poderá comprar sua maquiagem com até 40% de desconto e ainda aproveitar para vender para seus amigos e colegas. Conheço pessoas que começaram comprando para si e hoje recebem mais de 10 mil reais por mês fazendo desta paixão uma ótima fonte de renda.


4 – Já pensou em comprar perfumes e maquiagem pela internet? Hoje as lojas desse setor estão entre as campeãs de vendas pela web, por uma única razão: o preço! Realmente são menores do que os praticados na maioria das lojas físicas. Está em dúvida sobre a cor? Teste numa loja, anote a referência e depois pesquise na internet. Recomendo a Sacks para iniciar nas compras virtuais de cosméticos. Só atenção para as lojas que não estão no Brasil. Apesar de tentadores os preços, é provável que você tenha que amargar com o pagamento de quase 80% de impostos de importação. Se mesmo assim valer à pena, pesquise a credibilidade da loja nos blogs e sites sobre o assunto. Aproveite tudo o que a internet pode proporcionar, desde os preços tentadores, até os comentários de outros consumidores sobre os produtos e as lojas.


Por Gabriela Maslinkiewicz

Eles continuam cobrando sim!

Se alguém tinha alguma dúvida de que, apesar de proibidas e ilegais, as tarifas comentadas aqui no blog continuam sendo praticadas, segue anúncio publicitário que foi vinculado no jornal de maior circulação do Rio Grande do Sul. E não é diferente nos demais anúncios de outros jornais e revistas, nos comerciais da TV ou em qualquer outro estado do Brasil.
Zero Hora, 24/11/2010 – página 21
Logicamente, será preciso aumentar as “letrinhas pequenas”, e mesmo assim, você ainda terá que clicar sobre a imagem para ampliar:

Complementando a resposta aos últimos comentários dos leitores Miguel e Guilherme, respondo como descobrir se a concessionária/financeira está cobrando por essas tarifas declaradamente ilegais: Basta ler o anúncio com lente de aumento! Como a taxa pode ser ZERO se há expressamente a cobrança de Tarifa de Confecção de Cadastro (TAC) e Comissão (Taxa de Retorno)? Fácil. Não é zero. Trata-se, obviamente, de uma propaganda enganosa, punível nos termos do Código de Defesa do Consumidor.

Ainda, no mesmo anúncio, temos uma contradição entre os termos “CDC – Crédito Direto ao Consumidor” e “VRG – Valor Residual Garantido Antecipado”, pois esta segunda denominação refere-se a contratos de Leasing e não de CDC. Alguma diferença para o consumidor? Muita! No contrato de Leasing o proprietário do veículo continua sendo o banco, enquanto que no CDC com Arrendamento Mercantil (uma espécie de garantia), o carro fica em nome do consumidor junto ao DETRAN, apenas alienado ao banco.

TAXA ZERO é muito diferente de CET (Custo Efetivo Total) de 0,79% ao mês! Zero é sem custo, sem taxa, sem encargo. Custo de 0,79% é muito, tanto que significa exatamente uma diferença de R$ 1.233,75 num financiamento de apenas 18 parcelas!
Por Marcela Savonitti

Três ótimos argumentos para utilizar na renegociação de dívidas

Ontem, segunda-feira dia 08 de novembro, Fernanda Guimarães, conversou com a jornalista Denyse Godoy, da coluna “Seu Dinheiro”, do portal IG. O assunto foi a renegociação de dívidas neste final de ano.

Se o consumidor está endividado e quer aproveitar o 13º. salário e o espírito natalino das empresas para limpar o seu nome, jamais deve aceitar a primeira proposta que o credor lhe faz, ensinam os especialistas. Conversando, há quem consiga descontos de até 90% do débito, eliminando, especialmente, juros e multas pelo atraso. Mas pedir um abatimento simplesmente porque se deseja pagar menos não é lá muito eficiente –usar os três argumentos seguintes funciona melhor…”

Para conferir a matéria completa clique aqui.

Por Gabriela Maslinkiewicz

Conheça seu Cartão de Crédito

Cartão de crédito. Sim, mais uma vez ele. E por quê? Porque provavelmente você tem pelo menos um na sua carteira, já que, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o número de cartões de crédito aumentou em 414% de dez anos atrás para cá.

Esses dados, embora digam com percentuais extremamente elevados, não surpreendem ninguém, já que as facilidades e as utilidades que esses pedacinhos de plástico com chips oferecem são realmente tentadoras: parcelamento de compras em inúmeras vezes sem juros, compras que viram pontos que podem ser trocados por vantagens como passagens aéreas, descontos especiais por realizar a compra com o cartão da loja. Só que esses e muitos outros estimulantes acabam por criar a fantasia de que isso realmente se trata da oitava maravilha do mundo. Contudo, o seu uso indevido e desatento pode transformar o cartão de crédito no pior vilão da nossa sociedade de consumo.

As taxas de juros cobradas pelas administradoras de cartões no caso de atraso ou de utilização de serviços como pagamento de contas e saques são as mais elevadas do mercado – no que se referem aos juros, estes normalmente estão em percentuais acima de 10% ao mês.  

Por isso, para que você possa aproveitar, sem medo de estar criando um monstro, essa que é a modalidade de pagamento mais utilizada hoje em dia, seguem abaixo algumas dicas:

  • Existem convencionalmente 05 modalidades de cartões de crédito, normalmente divididas em função da renda do cliente e da freqüência com que o cartão é utilizado: nacional, internacional, gold, platinum e black/infinit. O melhor é sempre avaliar com honestidade em que tipo você realmente se enquadra, pois não só os limites oferecidos para as compras variam bastante de uma modalidade para outra, mas também as taxas e os encargos cobrados mudam bastante.

  • Quanto ao limite oferecido, normalmente as administradoras de cartão de crédito liberam valores que representam até 80% da renda mensal do consumidor. ATENÇÃO: se você não tem autocontrole suficiente para saber lidar com um limite que represente tal percentual de sua renda, não aceite o valor máximo que a bandeira pode lhe liberar, já que o mais recomendado é que você comprometa, com esse tipo de compromisso, até 30% da sua renda mensal.
  • Evite utilizar o cartão de crédito para saque e para pagamento de contas, pois para esses tipos de serviços altos encargos são cobrados – normalmente os bancos, para realizar o pagamento de contas através do cartão, cobram 1,99% do valor do título pela prestação de serviço.

  • Sempre tente negociar o valor da tarifa de anuidade, ainda mais se o cartão de crédito for do banco em que você tiver conta: conversar com o seu gerente é sempre uma boa alternativa.

E, aproveitando para já me despedir de vocês, deixo aqui uma das principais dicas do nosso papo de hoje: se lhe enviarem um cartão de crédito sem que você o tenha solicitado, envie-o de volta, quebrado, ao banco, através de carta com AR (Aviso de Recebimento), especificando no campo indicado o conteúdo da correspondência, e registre uma reclamação no setor de atendimento ao público do Banco Central.


Por Marcela Savonitti

Entrega do produto só depois da compensação do cheque?

Hoje divido com vocês um relato vivido como consumidora, na Loja Roberto Simões de Porto Alegre. Trata-se da recusa em entregar o produto comprado antes da compensação do cheque. Um completo absurdo que merece ser esclarecido. São coisas como esta, pelas quais passamos diariamente, que, sem a informação correta ou insegurança com relação aos seus direitos, podemos acabar deixando passar. Ou seja, só porque a maioria das lojas faz errado, não significa que devemos aceitar.




Por Fernanda Guimarães

Como Reduzir Gastos – Primeiro Passo: ALIMENTAÇÃO

É hoje! Começam as dicas práticas para redução de gastos que com certeza farão uma grande diferença no seu bolso no final de cada mês. Como insito em dizer, não acredito que cortes no orçamento sejam a estretégia mais indicada como solução das dívidas, mas, combinados com a renegociação de dívidas e as informações de direito que fazem mais diferença no seu bolso, certamente otimizam o resultado.
Para começar, vamos nos deter na necessidade mais básica de todas: a alimentação. Muitas vezes o dispensável acaba virando indispensável em função das diversas tentações que os corredores, sempre lotados de novidades, dos supermercados nos apresentam. Porque, vamos confessar, é realmente muito gostoso não só comer, como também fazer as compras de alimentos. Eu adoro ir ao supermercado; até porque aqui em Porto Alegre eles costumam ser muito confortáveis. E não acho sinceramente que devemos nos privar de nenhuma destas duas coisas.
Abaixo seguem algumas dicas clássicas para a hora do “rancho”. Adapte-as dentro da sua realidade e aproveite.

1 – Antes de ir ao supermercado crie uma lista de compras com os produtos necessários. Ao realizar suas compras, leve para casa apenas os itens que constam em sua lista. Parece simples, mas ir às compras sem objetivos definidos será disperdício na certa;

2 – Nunca vá ao supermercado com fome. Alimente-se bem antes de fazer suas compras, pois a sua vontade de comer pode interferir na escolha dos itens a comprar;

3 – O desejo de consumir é despertado com a imagem e o cheiro de um produto. Não se deixe conquistar pelo maravilhoso cheirinho de pães fresquinhos da padaria. Lembre-se de comprar apenas o necessário;

4 – Tente evitar as compras seguidas em supermercado. Quanto menos você freqüentar, menor será sua chance de consumir algo desnecessário. Comprar todos os produtos necessários de um mês em uma única vez, ou seja, “fazer o rancho” é preferível a ir comprando mercadorias à medida da necessidade, pois, na maioria das vezes, não temos a disciplina necessária para comprar apenas os itens de que precisamos;

5 – Pesquise bem antes de fazer suas compras. Os hipermercados costumam fazer ofertas diárias de segmentos diferentes. Exemplo: Segunda-feira é o dia das verduras e frutas mais frescas, terça-feira é o dia de carne, quarta-feira está na promoção às bebidas e assim sucessivamente. Quem optar pelo “racho mensal” – e não tiver tempo de ir ao supermercado especificamente para comprar um produto – deve escolher o dia da semana em que estão em oferta os itens que aparecem em maior quantidade na sua lista ou os mais caros (em geral as carnes).

Essas promoções são interessantes e compensatórias. Lembre-se de que ao ir ao hipermercado para comprar um produto em promoção você deverá realmente priorizar aquele produto necessário e que motivou sua ida àquele estabelecimento. Confira o preço dos outros produtos não anunciados na oferta antes de incluí-los no seu carrinho. Em pequenos mercados, pode acontecer de o preço estar mais caro para compensar o desconto fornecido no produto que lhe trouxe até o estabelecimento, pois dificilmente conseguem competir em todas as ofertas com as redes de supermercados. Um exemplo clássico é a carne para churrasco nos finais de semana. Se no mercadinho da esquina da sua casa a costela estiver em oferta, certifique-se que não estará pagando todo seu “lucro” no saco de carvão acima do preço.

E, claro, fique de olho na hora em que os produtos estiverem sendo registrados no caixa. O consumidor tem direito a pagar o menor preço do produto, seja este o da gôndola, o do encarte publicitário ou da etiqueta do produto. Segundo reportagem da Revista Pro Teste de março de 2010 (abaixo), houve significativa diferença de preços entre o encarte publicitário e os valores efetivamente cobrados no caixa. As empresas “condenadas” foram o Walmart, Carrefour e Extra, Guanabara e Sendas, Compre Bem e Pão de Açúcar. Nesta exata ordem de proporções de erros encontrados na pesquisa.

Já reparou ainda que algumas empresas nos ajudam padronizando a localização dos produtos dentro de suas lojas? Particularmente, nas duas lojas do hipermercado que frequento, valorizo a economia de tempo que é já saber onde encontrar cada um dos ítens que procuro.

Lembre-se ainda de que economizar no valor final do mês nas compras de supermercado é ótimo, mas não é o mais importante quando se trata de atendimento ao consumidor. Usando duas máximas já conhecidas por todos, o barato pode sair caro e economizar é comprar bem. Ou seja, não é só o preço que faz a diferença. Adianta comprar um produto barato e depois incomodar-se muito para ter seu direito de troca respeitado? Saber que seu direito será respeitado na hora e depois da compra, na ponta do lápiz, também é uma forma de economia.

Por Fernanda Guimarães


Golpe no cartão de débito

Atualmente, com a era do cheque em baixa, pouca gente carrega dinheiro vivo na carteira, e os cartões de débito acabam facilitando a vida dos consumidores, que se firmam basicamente nele para o seu dia-a-dia. Em razão do seu uso contínuo, o débito acaba virando um hábito, tornando-se tão corriqueiro que os cuidados que antes despendíamos são deixados de lado. Aí é que começam os problemas.
O mais novo golpe relacionado aos cartões de débito está acontecendo principalmente em postos de gasolina, mas pode ocorrer também em outros locais como barzinhos, botecos, danceterias e lojas de conveniência. Mas para não se tornar mais uma vítima das inovações da “bandidagem” basta  que tomemos mais atenção.
Ao efetuar o pagamento com o cartão de débito, o atendente do pode fazer a ”gentileza” de segurar a máquina para digitarmos a senha, tapando o visor com a ponta dos dedos. Contudo, em alguns casos na realidade nada é digitado na máquina, de maneira que os números da sua senha – que deveriam aparecer como asteriscos ou símbolos no visor são expostos, como se estivesse sendo preenchido o campo do valor da compra.
E é assim que você, sem perceber, e acreditando no ato gentil do atendente, acaba por fornecer a senha do seu cartão para uma pessoa que tem acesso ao número dele (que fica registrado na bobina do cartão) – já que tão logo você digitou a senha e os números apareceram na tela, a pessoa os anota e, por qualquer motivo, lhe pede novamente a senha – agora de verdade –, alegando que ocorreu algum erro na operação anterior. Essa prática é sabida não só de relatos de conhecidos que passaram por isso, mas também de e-mails que circulam pela internet. Vale ficar atento, pois uma vez de posse do número do cartão e da senha, clonagens podem ser feitas e débitos podem ser feitos diretamente na sua conta.
Com a cada vez mais crescente intensificação das relações o mercado de consumo, novas práticas devem ser sempre adotadas com as tradicionais precauções.

Por Gabriela Maslinkiewicz

Viver bem ou “ir bem” financeiramente?

Qual será a diferença entre viver bem e “ir bem” na gestão das suas dívidas? O do mesmo espírito do popular ditado “em time que está ganhando não se mexe”, desde que saibamos que o contrário é igualmente verídico. Portanto, é preciso aprender a repetir bons investimentos e, de uma vez por todas, perder o não raro hábito de fazer empréstimo em cima de empréstimo, seja de que natureza forem.

Para aqueles que têm mais de 30 anos, não é difícil admitir que a prática de economizar fazia parte da geração dos nossos avós. Não importando quais fossem as quantias, a formação de reservas constituía-se num caminho apropriado, se não certeiro, para se conseguir comprar os bens necessários e, em especial, os desejados. Ocorre que o sistema de crédito foi desmerecendo, gradualmente e com maior expressão nos últimos anos, nossa vitalidade financeira e o economizar tornou-se o elo perdido na construção de uma base sólida para a administração do dinheiro. Infelizmente, hoje é muito mais fácil conseguir um empréstimo pessoal do que poupar; um mal virtuoso com o qual nós, meros telespectadores do bombardeio de ofertas de crédito, teremos que aprender a conviver e dominar se quisermos criar hábitos financeiros saudáveis. Comece pensando por pelo menos cinco minutos antes de uma compra, sabendo quanto realmente pode gastar através de um orçamento doméstico mensal e evitando adquirir dívidas para despesas não essenciais.

Quem opta, por exemplo, em ter sua vida financeira com as graças e dificuldade de ser um profissional liberal, se não o pratica, pelo menos já ouviu dizer que é fato a existência de períodos de fartura e escassez na vida de cada um de nós, em diversos níveis. Conheço muitas pessoas que viveram períodos de bastante dinheiro girando em sua conta corrente, mas que agora passam por dificuldades financeiras que jamais poderiam imaginar viessem a ser uma realidade em suas vidas. É sabido que tempos de fartura e fome são um fenômeno cíclico na sociedade, mas que certamente podem ser melhor administrados com a repetição da premissa óbvia de que as necessidades futuras são supridas com decisões presentes. Calcular o valor global de uma compra e evitar o adiamento dos pagamentos, como no caso do rotativo do rotativo do cartão de crédito, são opções cotidianas inquestionavelmente acertadas.

Ter metas claras é fundamental no processo de formação de reservas, por isso, estabeleça os alvos que necessita alcançar e empenhe-se no dia a dia para torná-los uma realidade. Vença a indisciplina separando a quantia a poupar antes de começar a gastar. O segredo da poupança é torná-la obrigatória e prioritária. E, por favor, faça um esforço para fugir do crédito fácil. Os resultados são quase sempre penosos para quem toma emprestado. Quem economiza de forma diligente, não necessitará contar com recursos de terceiros e é esta opção permanente pela busca de independência financeira que nos levará à excelência na administração de nosso orçamento.

Por Fernanda Guimarães