Posts

Contas inativas: não alimente esse problema!

É comum nos tornarmos clientes de diferentes bancos ao mesmo tempo, principalmente por exigência das empresas que “preferem” depositar em determinada instituição bancária. Porém, ao trocar de trabalho e esquecer das funções anteriores, corremos o risco de não lembrar das contas abertas e começar o acúmulo de dívidas.

A jornalista Maria Clara* conta que saiu da redação de um jornal para assessorar uma multinacional do ramo de supermercados e ficou com uma conta inativa. Um ano depois, uma surpresa desagradável chegou na caixinha do correio na forma de aviso nada amigável. O banco informava que ela devia quase R$600!


Nesse caso, ao deixar de depositar, taxas de serviços foram se acumulando e um débito de R$100 cresceu em proporção geométrica porque o banco não a informou antes de aplicar juros de 12,5% ao mês + impostos + taxa de administração durante todo este tempo.

Nesses casos o consumidor tem dúvidas sobre como deve agir no momento em que pretende encerrar uma conta corrente. Para evitar possíveis transtornos que a falta de movimentação financeira pode causar, algumas orientações são imprescindíveis.

Lembre-se de que a qualquer momento você pode pedir o encerramento do vínculo sem qualquer tipo de explicação e poderá sacar o valor residual. Para isso, basta formalizar o pedido por escrito, através de formulário fornecido pelo próprio banco ou de redação própria (não esqueça da data e da assinatura, poderá ser uma prova importante em eventuais problemas futuros). Porém, se a conta for conjunta, a assinatura de todos os titulares será necessária.

Outros cuidados fundamentais são a devolução de cheques e cartões de crédito, além do cancelamento de débitos autorizados como as contas de água, luz, seguro, jornal, etc. Mas também é obrigação sua manter um saldo suficiente para pagar compromissos anteriormente assumidos.


Ao banco, cabe lhe entregar um termo de encerramento e acatar o pedido mesmo que existam cheques sustados, revogados ou cancelados. E a partir desse momento não deverá cobrar tarifa de manutenção do correntista. Fique atento, pois a instituição financeira tem até 30 dias corridos para processar o encerramento e deverá encaminhar ao cliente um comunicado do efetivo fim da conta.

Mas no caso da jornalista cheia de compromissos e que acabou esquecendo de encerrar a conta e acabou ganhando uma dor de cabeça imensa e um rombo no bolso, o banco agiu corretamente? Não, a empresa agiu de má fé ao deixar de avisar a correntista que acabou acumulando débitos desnecessários e poderia ser alvo de uma ação judicial.

É claro que a instituição não tem a obrigação de ser boazinha, mas precisa cumprir a legislação. Ou seja, ao verificar que uma conta está sem movimentação por três meses, um aviso sobre essa situação deveria ter sido emitido. Independentemente disso, a cobrança de tarifa de manutenção permanece.


Além disso, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) determina que a partir de 180 dias de conta inativa, as cobranças de manutenção devem ser suspensas e caso o banco opte pelo encerramento da conta, deverá informar o correntista trinta dias antes de completar o sexto mês de inatividade.


*o nome da entrevistada foi preservado

Por Samantha Klein 

Mary Kay oferece Palestra Gratuita sobre Dívidas

A Casa Rosa Porto Alegre promove palestra gratuita sobre dívidas. Serão muitas informações valiosas condensadas em 2 horas de muita descontração e utilidade. Aproveite! O encontro será aberto ao público em geral, mas é necessário fazer a inscrição através de uma consultora Mary Kay.
Clique na imagem para ampliar
No ano passado, a palestra foi um sucesso, com lotação total para ouvir as dicas da consultora Fernanda Guimarães. Antecipe sua inscrição! As vagas serão realmente limitadas ao número de cadeiras no auditório. 

Todos os participantes receberão por e-mail planilha eletrônica para controle do orçamento e carta modelo para pedido de isenção da cesta de serviços bancários.

Por Gabriela Maslinkiewcz

Cartão de Crédito: mocinho ou bandido?

Comprar parcelado é mania de brasileiro. E, segundo pesquisa encomendada por uma bandeira de cartões, as mulheres resistem menos àquelas ofertas em-doze-vezes-sem-juros. Se a prestação cabe no bolso, não importa que a soma delas supere duas vezes o valor do produto? Os juros têm um efeito semelhante às drogas. Quem percebe que não vai conseguir pagar suas dívidas, logo faz outro empréstimo ou faz mais compras parceladas, como se adiar o pagamento quitasse a prestação. Ao receber as contas do mês, também não vai adiantar simplesmente jogá-las no lixo e dormir como se nada tivesse acontecido. Esqueça o esquecimento como saída das dívidas. É preciso conhecer cada um dos débitos para renegociá-los bem e em valores que realmente caibam no orçamento, não comprometendo mais que 20% dos seus ganhos.
Quanto ao cartão de crédito, discordo de quem o considera apenas um bandido. Ele é uma navalha: um instrumento fantástico quando usado de forma correta e uma forca se utilizado como empréstimo pessoal. Não é ótimo comprar um produto pelo preço à vista e pagar somente daqui a 30 dias? Por aproveitar esta vantagem, nenhum economista o condenará. Mas é equívoco não quitar a fatura no vencimento, pagar aquele valor mínimo e entrar no crédito rotativo. Se for para adquirir empréstimo, por que fazer isso com os juros mais altos do mercado? Na ponta do lápis, é mais vantajoso entrar no cheque especial para pagar o cartão, de tão elevados que são os juros deste último. Voltando aos americanos, como bem disse o presidente Thomas Jefferson: “Jamais gaste seu dinheiro antes de tê-lo.” Assim, a solução para o dilema é somente utilizar o cartão de crédito se tiver certeza de que poderá pagar o total da fatura na data do vencimento.
Objetivamente, há certos hábitos que contribuem para nossa incapacidade de economizar, os quais precisam ser substituídos por uma repetição salutar de escolhas. Quando economizamos, precisamos saber não apenas porque, mas também para que o estamos fazendo. Habituar-se a viver bem com as finanças é fácil. Supere-se repetindo somente o que já deu certo para você.
Por Fernanda Guimarães

Como pagar todas as contas em janeiro?

IPVA, IPTU, matrícula escolar, anuidade de conselhos de classe. Todas essas despesas parecem que estão mancumunadas para que tenhamos que apertar os cintos no início do ano. O número de despesas em janeiro é grande e por isso a solução é a organização.

A primeira coisa a se fazer é uma lista com todas as despesas. Procure priorizar as contas com taxas de juros mais altas. Separe por períodos de vencimento: início do mês (do dia 1 ao dia 09), metade do mês (do dia 10 ao dia 19) e final do mês (20 a 30). Além das contas extras do primeiro mês do ano, contas de despesas essenciais, como água, luz, telefone, condomínio e transporte se mantêm. Para facilitar a organização, publicamos o post Ainda novato no controle do seu orçamento?, que tem uma sugestão de planilha que você pode baixar e utilizar durante o ano todo.
Organizar os gastos é sem dúvida uma forma muito eficiente de manter o equilíbrio financeiro e evitar endividamento. Não há economista que discorde. Isso porque o planejamento permite que o consumidor tenha uma percepção mais clara de para onde vai o seu dinheiro e, dessa forma, auxilia no corte de gastos e na criação de reservas financeiras.

Mas não é preciso ficar neurótico, anotando tudo e passando horas em cima de planilhas. Basta que você faça um controle, por 3 meses, de forma mais precisa. Assim será possível fazer uma média de gastos (somar os valores dos 3 meses e dividir por 3), com a qual se conseguirá estipular metas e planejar despesas durante todo o resto do ano.

Como pagar todas as contas?

Adoramos solucionar todas as questões levantadas aqui no blog, mas esta resposta, vamos combinar, não é nada fácil. Mesmo assim, conseguimos preparamos um passo-a-passo que garante boas perspectivas:

1 – Contabilizar o quanto você ganha e o quanto gasta durante o mês. Faça a planilha sugerida ou qualquer tipo de anotação onde você consiga se entender;

2 – Verificar qual a melhor maneira para pagar cada uma dessas contas “extras” de início de ano. No caso do IPTU, o consumidor que possuir o dinheiro para pagar à vista, o mais recomendável é que o faça. São em torno de 20% de desconto e nenhuma aplicação chegará próximo a isso. Mas se não há possibilidade de pagar o valor total do imposto de uma só vez, o jeito é parcelar mesmo e comprometer-se com este pagamento. Inadimplência de impostos é coisa séria e, assim como a taxa do condomínio, pode lhe tirar o imóvel por dívida na Justiça. Já o IPVA, vale a pena pagar à vista somente nos casos em que o desconto for superior a 8%. Ou seja, tem dinheiro, pague à vista se o desconto for interessante. Não tem dinheiro ou o desconto é muito pequeno, parcele. Aplique o dinheiro se for o caso, para recuperar o desconto perdido.


3 – Não contraia uma dívida para pagar o valor inteiro dessas despesas, mesmo que o desconto seja alto. Esqueça a idéia de tirar um empréstimo para pagar à vista o IPTU e o IPVA. Não compensa.
4 – Para quem tem crianças ou adolescentes em idade escolar, a preocupação agora é também com a matrícula e o material escolar. Como muitas escolas não dão a opção de parcelar a matrícula, o jeito é consumidor é economizar na compra do material escolar e noutras áreas. Mas vale ainda tentar negociar com a instituição de ensino um parcelamento. Exponha sua situação financeira e peça esta gentileza. É comum algumas escolas concederem isso.
Por Fernanda Guimaraes

Cobrança indevida: nem sempre se deve o que é exigido

Recentemente um leitor do nosso blog retornou de viagem e, na sua caixa de correspondência, estavam estas duas cartas (imagens abaixo). O mais interessante da história é que ele ingressou com processo judicial discutindo o assunto e o saldo desta dívida em 2003 e que, portanto, já ocorreu prescrição da dívida porque transcorrido o prazo de 5 anos. Em resumo, o banco não pode exigir qualquer pagamento!
Na verdade, não é bem uma cobrança indevida neste caso. É pior! É a clara tentativa do Banco Itaú de receber algo que não tem mais direito de cobrar desde 2008! O problema é que quem efetuar este tipo de pagamento, mesmo que comprovadamente prescrito, não conseguirá receber de volta o que for pago. Ou seja, atenção e muito cuidado na administração dos pagamentos de acordos propostos nestas correspondências.
E note que em menos de um mês a dívida diminui de 19 mil para 13 mil reais! O legítimo se colar-colou, né?
Então surge uma importante dúvida:
Meu nome foi retirado da lista de inadimplentes, isso significa que a dívida foi perdoada ou ela continua existindo?
Depende. Se você pagou, seu nome deve ser retirado da lista. Mas se não houve o pagamento, a dívida continuará existindo. O nome foi retirado da lista porque existe um prazo de prescrição. Este prazo de prescrição significa o tempo que o credor tem o direito de fazer a cobrança. No entanto, uma vez ocorrida a prescrição, o credor fica impossibilitado de fazer a cobrança ou de obrigar o devedor a pagar.

Fique atento! Dever é chato; mas além de não ser crime neste caso, o devedor tem alguns direitos importantes. Entre eles, o de não ser coagido a efetuar o pagamento de dívidas prescritas.

Por Fernanda Guimarães