Portabilidade de Crédito – isso pode ser uma saída para a sua dívida!

Segundo recente pesquisa do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada –, 12% das famílias brasileiras está endividada em um patamar que supera em cinco vezes a sua renda mensal. Esse índice, além de assustador, deve servir como um alerta: crédito fácil é bom quando junto com a facilidade ele é obtido de maneira consciente. Mas, se este aviso foi dado tarde demais, e vocês está entre aqueles que devem 5 vezes mais do que ganha, a portabilidade de crédito pode ser o início da melhora da sua vida financeira.

Um projeto do Governo Federal, lançado em setembro de 2006 (ou seja, há 04 anos!!), mas para a grande maioria dos consumidores, ainda totalmente desconhecido, visando a estimular a concorrência, a baixar os custos e a reduzir as taxas de créditos no mercado, criou a portabilidade de crédito. Assim como no caso das operadoras de telefonia celular, o cliente também pode transferir seu financiamento para outro banco caso encontre uma oferta mais interessante.




Caso o consumidor encontre outro banco que ofereça juros mais baixos, é possível mudar de instituição financeira para quitar a dívida. Na chamada portabilidade de crédito, a vantagem é que não é cobrado o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Para fazer a transação, autorizada pelo Banco Central, basta preencher um formulário específico na instituição em que foi feito o empréstimo, que esse será encaminhado ao banco escolhido para trocar sua dívida em condições melhores. Com isso, o novo banco quita a antiga dívida do cliente e faz um novo financiamento para ele.


O correntista que não conseguir fazer a portabilidade deve procurar o PROCON, munido dos documentos para abertura de uma reclamação com procedimento padrão. Além disso, vale lembrar que os custos relativos à transferência eletrônica necessária para quitar o saldo devedor não podem ser repassados ao cliente.


Contudo, isso deve ser usado de modo planejado, com critérios, para evitar contratações por impulso. Em linhas gerais, o consumidor deve sempre, antes de assinar um contrato de empréstimo, perguntar-se se esse empréstimo é realmente necessário agora, se a modalidade escolhida traz a melhor relação custo-benefício e, principalmente, se tem condições de honrar os pagamentos. Fazendo isso o consumidor sempre terá na facilidade para obter crédito um aliado.





Por Fernanda Guimarães.

1 responder
  1. Anônimo
    Anônimo says:

    Olá !!!!!!

    Você sabe quais instituições financeiras realizam a portabilidade de contas ???

    Na verdade fiz um empréstimo e desejo mudar de Banco.
    Porque assim posso renegociar a divida, algo que me foi negado pelo atual Banco que sou correntista.

    Obrigado !!!!!!

    pravalersim[at]hotmail.com
    Wellington

    Responder

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *