Campanha da Idec pede maior qualidade de internet banda larga.

As reclamações referentes ao serviço de banda larga brasileiro são inúmeras, é um dos mais caros do mundo e a qualidade nem de longe é proporcional ao cobrado pelas operadoras. As companhias não costumam entregar a velocidade de internet ofertada, o que seria absurdo, mas é amparado pela Lei.

São frequentes as variações entre as velocidades reais de conexão à internet e a velocidade estipulada em contrato. No entanto, essa informação nem sempre fica clara ao consumidor. Para que o direito do consumidor prevaleça sobre os abusos das empresas prestadoras do serviço, de acordo com o Idec, são necessários padrões firmes de qualidade da conexão.

Você pode nem ter reparado mas, no contrato que assinou, existe uma cláusula que garante à empresa fornecedora de banda larga o direito de oferecer apenas 10% da velocidade contrata sem sofrer represálias. Na teoria, isso ocorre como , uma forma de as empresas de internet otimizarem a rede. Pois, se estas tivessem que garantir 100% da velocidade o tempo inteiro, a infraestrutura implementada teria que ser bem mais robusta. Por isso que, da forma como é hoje, em horários de pico a velocidade cai.

Com o objetivo de reverter esse quadro, o Idec lançou a campanha Anatel: garanta a qualidade da internet!, na qual os consumidores devem enviar mensagens aos membros do Conselho Diretor da Anatel, exigindo que a agência aprove uma resolução mais rígida e com maior transparência ao consumidor.

As reivindicações propostas vão longe, além das obrigações de qualidade, a proposta reivindica o fornecimento de um software que mede as metas presentes na regulação, possibilitando ao consumidor maior controle sobre a real velocidade de internet a qual tem acesso, além de serem estipuladas punições às empresas que fornecerem baixa velocidade, problemas de instabilidade e pouca transparência na prestação do serviço.

O Instituto também reivindica a definição da variação máxima permitida de velocidade, de modo a garantir qualidade do serviço ao consumidor, além de metas de rede ligadas à disponibilidade e resposta do servidor e de capacidade máxima de ocupação da rede, no limite de 80%, evitando sobrecarga.

Para aderir, visite a página da campanha.


Por Gabriela Maslinkiewicz
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